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Dubladora enfrenta parosmia e vive com cheiro de podre após Covid-19

- Ana Paula Cadamuro, dubladora, vive com parosmia desde 2020, após Covid-19. - A condição distorce cheiros, tornando-os insuportáveis, levando à perda de 40 kg. - Dificuldades alimentares surgiram, afetando sua saúde e causando anemia. - A percepção de odores a deixou paranoica, temendo o próprio cheiro. - Não há tratamento eficaz comprovado; Ana busca adaptação e apoio psiquiátrico.

A dubladora Ana Paula Cadamuro enfrenta uma realidade desafiadora desde 2020, quando desenvolveu parosmia, uma condição que distorce a percepção olfativa, fazendo com que tudo ao seu redor tenha um cheiro insuportável. A origem do problema está ligada à infecção por Covid-19, que a fez perder o olfato e, ao recuperá-lo, tudo passou a exalar […]

A dubladora Ana Paula Cadamuro enfrenta uma realidade desafiadora desde 2020, quando desenvolveu parosmia, uma condição que distorce a percepção olfativa, fazendo com que tudo ao seu redor tenha um cheiro insuportável. A origem do problema está ligada à infecção por Covid-19, que a fez perder o olfato e, ao recuperá-lo, tudo passou a exalar odores desagradáveis, como o de comida estragada. Essa distorção ocorre devido a lesões no sistema nervoso central, que podem ser causadas por doenças virais ou traumas.

Ana relata que sua experiência com a parosmia transformou sua paixão pela culinária em um pesadelo. Alimentos que antes eram prazerosos, como arroz e chocolate, agora têm cheiro de podre, levando-a a evitar muitos de seus pratos favoritos. Ela perdeu 40 kg e enfrenta problemas de saúde, como anemia, devido à dificuldade em manter uma alimentação equilibrada. O neurologista José Bauab explica que a alteração do olfato também impacta o paladar, intensificando a experiência negativa.

Além das dificuldades alimentares, Ana lida com a paranoia relacionada aos próprios odores, temendo não perceber se está com mau cheiro. Para lidar com isso, ela carrega lenços umedecidos e desodorantes em diversos lugares. Apesar de a maioria das pessoas recuperar o olfato normal com o tempo, Ana ainda não encontrou um tratamento eficaz. As terapias olfativas são uma das abordagens sugeridas, mas ela continua em busca de soluções.

Após cinco anos, Ana tenta se adaptar à nova realidade e faz acompanhamento psiquiátrico. A única exceção em sua percepção distorcida é o manjericão, que voltou a ter o cheiro natural, proporcionando um pequeno alívio em sua alimentação. A luta de Ana Paula destaca a complexidade da parosmia e a necessidade de mais pesquisas sobre tratamentos eficazes para essa condição.

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