Cinco anos após o início da pandemia, a Covid-19 está sob controle no Brasil, mas ainda representa um risco. Em 2023, 5.960 brasileiros faleceram devido à doença, evidenciando a necessidade de manter a vacinação, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos e imunossuprimidos. O Ministério da Saúde deve garantir a oferta de vacinas atualizadas, mas atualmente […]
Cinco anos após o início da pandemia, a Covid-19 está sob controle no Brasil, mas ainda representa um risco. Em 2023, 5.960 brasileiros faleceram devido à doença, evidenciando a necessidade de manter a vacinação, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos e imunossuprimidos. O Ministério da Saúde deve garantir a oferta de vacinas atualizadas, mas atualmente apenas a versão pediátrica está em conformidade com as novas cepas.
A vacina disponível para adultos protege contra a cepa XBB.1.5, enquanto a cepa JN.1 é considerada a principal ameaça desde abril. A atualização das vacinas é crucial, pois o vírus continua a sofrer mutações que podem reduzir a eficácia das vacinas existentes. Embora a vacina atual ainda ofereça alguma proteção, ela não é a ideal para os grupos mais vulneráveis.
Erros de gestão têm marcado a atuação do ministério, como a contratação da Zalika Farmacêutica para a vacina Covovax, cuja versão para a cepa JN.1 não foi autorizada pela Anvisa. Além disso, um lote de 3 milhões de doses da vacina da Moderna foi recusado no ano passado, mesmo após a aprovação subsequente da Anvisa. A falta de agilidade na aprovação de vacinas atualizadas é uma preocupação crescente.
O governo defende que a vacina da Zalika protege contra formas graves da doença, mas a aquisição de vacinas desatualizadas levanta questionamentos sobre a eficácia. A crítica à gestão de vacinas persiste, especialmente considerando que, durante a oposição, o PT já havia apontado falhas na administração anterior. A situação atual revela que os problemas de planejamento e desabastecimento continuam, colocando a população em uma posição difícil entre vacinas defasadas e a recusa em se vacinar.
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