A meniscectomia, cirurgia que remove parcial ou totalmente o menisco do joelho, é comum entre atletas. Embora alivie a dor a curto prazo, a remoção pode resultar em sérias consequências a médio e longo prazo, como o aumento do risco de artrose. O menisco, uma estrutura em forma de meia-lua entre o fêmur e a […]
A meniscectomia, cirurgia que remove parcial ou totalmente o menisco do joelho, é comum entre atletas. Embora alivie a dor a curto prazo, a remoção pode resultar em sérias consequências a médio e longo prazo, como o aumento do risco de artrose. O menisco, uma estrutura em forma de meia-lua entre o fêmur e a tíbia, tem funções essenciais, como absorver impactos e estabilizar a articulação. Sua remoção pode levar a um desgaste acelerado da cartilagem e à perda de estabilidade articular.
A meniscectomia é indicada para lesões meniscais que causam dor persistente e bloqueios articulares. Contudo, a retirada do menisco aumenta a pressão sobre a cartilagem, elevando o risco de artrose em até 15 anos, especialmente em indivíduos com sobrepeso. Além disso, a remoção reduz a capacidade de absorção de impacto, tornando atividades de alto impacto mais desconfortáveis e arriscadas.
Para mitigar os efeitos negativos da meniscectomia, é crucial adotar cuidados como o fortalecimento muscular, controle do peso e a escolha de atividades de menor impacto. Exercícios como agachamentos e natação são recomendados. O uso de calçados adequados e a fisioterapia também são fundamentais para prevenir novas lesões e manter a saúde do joelho.
Mesmo após a meniscectomia, é possível continuar praticando esportes com adaptações. Atividades como corrida e musculação podem ser mantidas, enquanto esportes de alto impacto, como futebol e basquete, exigem cuidados especiais. Tratamentos como infiltrações com ácido hialurônico e fisioterapia podem ajudar a reduzir sintomas de desgaste articular, permitindo que os atletas permaneçam ativos e saudáveis.
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