O Hospital Albert Einstein lançou um programa de aceleração de startups focado no Sistema Único de Saúde (SUS), visando promover inovações e tecnologias para unidades públicas. Essa é a primeira vez em sete anos que a aceleradora, já existente, chamada Eretz.bio, se dedica exclusivamente a projetos de saúde pública. Sidney Klajner, presidente do hospital, destaca […]
O Hospital Albert Einstein lançou um programa de aceleração de startups focado no Sistema Único de Saúde (SUS), visando promover inovações e tecnologias para unidades públicas. Essa é a primeira vez em sete anos que a aceleradora, já existente, chamada Eretz.bio, se dedica exclusivamente a projetos de saúde pública. Sidney Klajner, presidente do hospital, destaca que apenas 13% das health techs se propõem a trabalhar com o SUS, o que requer um entendimento profundo do sistema e suas demandas.
O programa foi desenvolvido com base na experiência de mais de 20 anos do Einstein no SUS, que atualmente gerencia mais de 30 unidades de saúde em São Paulo, Goiás e Bahia. Klajner enfatiza a importância de selecionar ideias que possam agregar valor ao sistema, promovendo acessibilidade e equidade na saúde. As startups selecionadas passarão por capacitação, incluindo mentorias sobre o SUS, regulamentação e gestão de contratos públicos.
Na segunda fase, as startups poderão implementar uma prova de conceito em unidades públicas geridas pelo Einstein. Klajner ressalta que, apesar dos desafios, o SUS é um dos sistemas de saúde mais universais do mundo, atendendo 230 milhões de pessoas. Ele acredita que inovações podem melhorar a gestão do Programa de Saúde da Família, reduzindo desperdícios no controle de doenças crônicas.
O Einstein já possui iniciativas bem-sucedidas na esfera pública, como uma ferramenta de telemedicina que eliminou uma fila de 60 mil pessoas aguardando consultas dermatológicas em São Paulo. Além disso, a pesquisa SAMPa utiliza inteligência artificial para auxiliar médicos da atenção primária no pré-natal, ajudando a identificar riscos e reduzir a mortalidade materna, que é uma das mais altas do Brasil. Para participar do programa, as startups devem se inscrever online e passar por um processo de seleção com um comitê avaliador.
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