Na quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, o Ministério da Saúde realizou uma reunião estratégica do Centro de Operações de Emergências (COE) Dengue e outras Arboviroses, com o objetivo de coordenar ações nas áreas mais afetadas pela dengue, especialmente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. O encontro contou com a participação de representantes das […]
Na quinta-feira, 13 de fevereiro de 2024, o Ministério da Saúde realizou uma reunião estratégica do Centro de Operações de Emergências (COE) Dengue e outras Arboviroses, com o objetivo de coordenar ações nas áreas mais afetadas pela dengue, especialmente nas regiões Sudeste e Sul do Brasil. O encontro contou com a participação de representantes das secretarias estaduais e municipais de saúde, conselhos regionais e entidades da sociedade civil, visando alinhar estratégias e reforçar a colaboração no combate à doença.
Os dados mais recentes indicam que o Brasil registrou aproximadamente 281 mil casos prováveis de dengue, com 98 óbitos confirmados e 310 em investigação. A região Sudeste concentra 70% dos casos, sendo São Paulo o estado mais afetado, com 165 mil casos e 79 mortes. A circulação do sorotipo DENV-3, que não causava epidemias no país há 17 anos, é uma preocupação, pois a população não possui imunidade, aumentando o risco de casos graves.
Rivaldo Venâncio da Cunha, secretário adjunto da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA), ressaltou a importância da colaboração entre os profissionais de saúde. Ele destacou que médicos, enfermeiros e farmacêuticos são essenciais para o diagnóstico e tratamento da dengue, e sua participação nas discussões é fundamental para reduzir a mortalidade. O fortalecimento das parcerias entre as esferas estadual, municipal e federal foi um dos pontos discutidos, visando descentralizar ações e garantir uma resposta rápida.
Embora estados do Sul, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul, tenham apresentado uma redução no número de casos, com Santa Catarina registrando apenas 4 mil casos nas primeiras semanas do ano, as autoridades alertam para a necessidade de vigilância contínua. A reunião também abordou a vulnerabilidade da população idosa, com a média de idade das vítimas fatais acima de 60 anos, e orientou os profissionais de saúde a terem cuidado especial com esse grupo. O Ministério da Saúde seguirá monitorando a situação e convocará novas reuniões do COE para ajustar estratégias conforme necessário.
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