Durante o programa CNN Sinais Vitais, o Dr. Roberto Kalil conduziu uma discussão sobre os fatores de risco para o câncer infantil com oncologistas pediátricos. A Dra. Lilian Marian Cristofani, do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI), e o Dr. Vicente Odone, professor-titular da Faculdade de Medicina da USP, destacaram que os fatores de […]
Durante o programa CNN Sinais Vitais, o Dr. Roberto Kalil conduziu uma discussão sobre os fatores de risco para o câncer infantil com oncologistas pediátricos. A Dra. Lilian Marian Cristofani, do Instituto de Tratamento do Câncer Infantil (ITACI), e o Dr. Vicente Odone, professor-titular da Faculdade de Medicina da USP, destacaram que os fatores de risco para crianças são diferentes dos identificados em adultos. Enquanto adultos enfrentam riscos como tabagismo, sedentarismo e má alimentação, a maioria dos cânceres infantis não apresenta fatores de risco claramente identificáveis ou preveníveis.
Os especialistas mencionaram que existem situações específicas que podem aumentar o risco de certos tipos de câncer em crianças, como a exposição ao benzeno. Contudo, essas situações são raras e não se aplicam à maioria dos casos de câncer infantil. Apesar da ausência de fatores de risco preveníveis, os oncologistas ressaltaram a importância de orientações adequadas sobre questões ambientais e dietéticas. Embora essas medidas não possam prevenir o câncer na infância, elas podem beneficiar a saúde futura da criança na vida adulta.
Um exemplo interessante discutido foi o de populações em algumas áreas dos Estados Unidos, onde crianças têm acesso ao hábito de mascar chiclete de nicotina. Nesses locais, observa-se uma incidência mais precoce de câncer de pulmão, possivelmente devido à exposição ao tabaco em idades mais jovens. Essa informação reforça a necessidade de atenção às práticas que podem impactar a saúde infantil e futura.
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