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Parosmia: a condição que distorce o olfato e faz cheiros agradáveis se tornarem insuportáveis

- Ana Paula Cadamuro viralizou ao relatar sua experiência com parosmia. - A condição distorce o olfato, fazendo cheiros agradáveis se tornarem desagradáveis. - A parosmia é comum após Covid-19, afetando até 75% dos infectados. - Sintomas incluem dificuldade em detectar cheiros e odores ofensivos em alimentos. - Tratamentos variam, podendo incluir mudanças de hábitos e terapia olfativa.

Recentemente, a dubladora Ana Paula Cadamuro ganhou destaque nas redes sociais ao compartilhar um vídeo sobre sua experiência com parosmia, uma condição que distorce o olfato. Desde que contraiu Covid-19, ela relata sentir “cheiro de podre” e “de estragado” em alimentos que, normalmente, estão em boas condições. Em seu relato, Ana menciona que, após três […]

Recentemente, a dubladora Ana Paula Cadamuro ganhou destaque nas redes sociais ao compartilhar um vídeo sobre sua experiência com parosmia, uma condição que distorce o olfato. Desde que contraiu Covid-19, ela relata sentir “cheiro de podre” e “de estragado” em alimentos que, normalmente, estão em boas condições. Em seu relato, Ana menciona que, após três meses sem olfato ou paladar, desenvolveu essa condição, que transforma aromas agradáveis em odores insuportáveis.

A Cleveland Clinic, referência médica nos Estados Unidos, define parosmia como a incapacidade de perceber aromas corretamente. Um exemplo comum é o cheiro de um bolo assando, que pode ser percebido como fétido por quem sofre da condição. A prevalência de parosmia aumentou após a pandemia, com estudos indicando que entre 40% e 75% dos infectados pelo coronavírus podem desenvolvê-la. Além da Covid-19, outras condições como gripe, sinusite, tratamentos oncológicos e traumatismos cranianos também podem causar parosmia.

Os sintomas variam entre os indivíduos, mas geralmente incluem dificuldade em detectar cheiros, percepção de odores desagradáveis, especialmente em alimentos, e a transformação de aromas antes agradáveis em ofensivos. O diagnóstico é feito por meio da análise clínica e, se necessário, exames como ressonância magnética ou tomografia computadorizada.

O tratamento da parosmia depende da causa subjacente. Embora muitos possam recuperar o olfato total ou parcialmente, alguns permanecem com alterações. O tratamento pode envolver mudanças de hábitos, uso de medicamentos e técnicas como a terapia de treinamento olfativo. Em casos relacionados a pólipos nasais ou tumores, a cirurgia pode ser considerada.

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