O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 17, a incorporação de duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, que será oficializada em breve por meio de uma portaria, inclui a vacina Abrysvo, da Pfizer, e o anticorpo monoclonal nirsevimabe, da Sanofi. A […]
O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira, 17, a incorporação de duas novas tecnologias para prevenir complicações causadas pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão, que será oficializada em breve por meio de uma portaria, inclui a vacina Abrysvo, da Pfizer, e o anticorpo monoclonal nirsevimabe, da Sanofi. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) já havia dado parecer favorável à inclusão dessas estratégias.
O VSR é responsável por aproximadamente 80% dos casos de bronquiolite em crianças menores de dois anos e até 60% das pneumonias na mesma faixa etária. A bronquiolite, uma síndrome respiratória, dificulta a oxigenação dos pulmões. Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), destacou que a nova proteção será crucial para as crianças brasileiras, que enfrentam altas taxas de hospitalização devido a esse vírus.
A vacina Abrysvo, aprovada pela Anvisa em abril de 2024, é indicada para gestantes e tem mostrado eficácia de 82% na prevenção de formas graves de doenças respiratórias em bebês até três meses. O nirsevimabe, por sua vez, oferece proteção direta e rápida a recém-nascidos e crianças até 24 meses, sendo especialmente indicado para prematuros e aqueles com comorbidades. A expectativa é que o anticorpo esteja disponível no SUS até a temporada de VSR de 2026.
Profissionais de saúde celebraram a decisão, considerando-a um marco na política de imunização. Mônica Levi, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), ressaltou que a vacinação materna e o uso do anticorpo em prematuros reduzirão significativamente o impacto do VSR na saúde infantil, diminuindo internações e complicações graves. A medida também pode aliviar o impacto socioeconômico, já que doenças respiratórias exigem que mães se afastem do trabalho para cuidar dos filhos.
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