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Pesquisadores exploram bactérias e algas como fontes inovadoras de proteína alimentar

- Helen Onyeaka investiga microrganismos como fontes alternativas de proteína. - Solar Foods lançou a proteína em pó Solein, feita de bactérias pasteurizadas. - Solein tem 75% de proteína e já é usado em pratos em Cingapura. - Onyeaka cultiva Chlorella vulgaris, visando sua aplicação na panificação. - Desafios incluem sabor, segurança e aceitação do consumidor para micróbios.

Helen Onyeaka, vice-diretora do Birmingham Institute for Sustainability and Climate Action, na Universidade de Birmingham, investiga o uso de microrganismos como fonte alternativa de proteína. Desde a adolescência, Onyeaka sonha em utilizar esses organismos, como bactérias e leveduras, para combater a desnutrição em áreas de conflito. Atualmente, ela cultiva Chlorella vulgaris, uma alga verde unicelular, […]

Helen Onyeaka, vice-diretora do Birmingham Institute for Sustainability and Climate Action, na Universidade de Birmingham, investiga o uso de microrganismos como fonte alternativa de proteína. Desde a adolescência, Onyeaka sonha em utilizar esses organismos, como bactérias e leveduras, para combater a desnutrição em áreas de conflito. Atualmente, ela cultiva Chlorella vulgaris, uma alga verde unicelular, em seu laboratório, buscando desenvolver uma farinha nutritiva para o setor de panificação.

Pesquisadores e startups estão explorando as chamadas proteínas unicelulares para substituir alimentos tradicionais, como ovos e carne. A empresa finlandesa Solar Foods já lançou o Solein, uma proteína em pó feita de bactérias, que obteve aprovação da FDA para venda nos Estados Unidos. O Solein, que contém cerca de 75% de proteína, é produzido a partir de hidrogênio e dióxido de carbono, capturados do ar, e tem sido utilizado em restaurantes, incluindo como substituto do leite.

Apesar do potencial, os micróbios comestíveis enfrentam desafios significativos, como a necessidade de garantir segurança alimentar e aceitação do consumidor. A aparência e o sabor dos produtos são fundamentais para sua aceitação no mercado. Onyeaka e sua equipe trabalham para superar obstáculos, como o sabor forte da Chlorella, que pode ser desagradável para alguns consumidores. Eles buscam misturar a alga com outros ingredientes ou encontrar cepas mais suaves.

Chefs, como Greg Baxtrom, estão experimentando o uso do Solein em suas receitas, buscando alternativas para alérgicos e substitutos para ingredientes tradicionais. A longo prazo, a Solar Foods planeja diversificar sua produção, oferecendo microrganismos com diferentes sabores e perfis nutricionais. Onyeaka também colabora com empresas para explorar as propriedades da Chlorella, que pode mudar de cor conforme a alimentação, ampliando suas possibilidades de uso.

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