A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) informou que 200 das 1.234 escolas da rede não possuem ar-condicionado, representando 16% do total. Para mitigar os efeitos do calor intenso, a Seeduc orientou a redução da carga horária das aulas em fevereiro. A medida foi adotada em resposta a um alerta de calor […]
A Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro (Seeduc) informou que 200 das 1.234 escolas da rede não possuem ar-condicionado, representando 16% do total. Para mitigar os efeitos do calor intenso, a Seeduc orientou a redução da carga horária das aulas em fevereiro. A medida foi adotada em resposta a um alerta de calor extremo que afetou 11 cidades do estado. Para as escolas com climatizadores defeituosos, a recomendação é realizar rodízio de turmas nas salas refrigeradas.
A situação é crítica em várias instituições, como no Colégio Estadual Professora Maria Terezinha De Carvalho Machado, onde alunos e pais protestaram por melhorias. Na rede municipal, o prefeito Eduardo Paes (PSD) revelou que apenas 15 das 1.500 escolas não têm ar-condicionado, mas foram instalados ventiladores. Funcionários da Fundação Osório relataram que 600 alunos estudam em salas sem climatização, enfrentando temperaturas de até 37,1ºC.
A falta de infraestrutura nas escolas tem gerado preocupação. Dados do Censo Escolar 2023 mostram que 70% das salas de aula nas instituições públicas não são climatizadas. Pais de alunos em Guarujá e Santos relataram que as condições de calor são insuportáveis, com ventiladores ineficazes e água quente nos bebedouros. Em Praia Grande, um abaixo-assinado online já conta com mais de sete mil assinaturas pedindo melhorias.
As prefeituras têm se manifestado sobre a situação. A Prefeitura de Santos afirmou que 87% das escolas estão climatizadas, enquanto a de Praia Grande anunciou a instalação de 245 ventiladores. Em São Vicente, mais de 440 salas têm ar-condicionado, e os pais podem optar por não levar os filhos à escola até o final de fevereiro sem prejuízo nas faltas. O Governo do Estado de São Paulo informou que 624 escolas já possuem ar-condicionado e que até o fim do ano, mais 432 unidades devem ser climatizadas, com um investimento de R$ 350 milhões.
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