Renato Kfouri, pediatra neonatologista e infectologista, é presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e atua no Hospital Santa Catarina Paulista. Ele destaca que a gastroenterite, infecção do sistema gastrointestinal, é mais comum no verão devido ao aumento da temperatura, que favorece a proliferação de micro-organismos em alimentos e água. O […]
Renato Kfouri, pediatra neonatologista e infectologista, é presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e atua no Hospital Santa Catarina Paulista. Ele destaca que a gastroenterite, infecção do sistema gastrointestinal, é mais comum no verão devido ao aumento da temperatura, que favorece a proliferação de micro-organismos em alimentos e água. O aumento do consumo de refeições fora de casa e a superlotação em locais turísticos também contribuem para a disseminação dos agentes infecciosos.
Os sintomas da gastroenterite incluem dor abdominal, cólicas, fezes amolecidas, náuseas, vômitos, febre e mal-estar. A diarreia é frequentemente causada pela ingestão de alimentos ou água contaminada, ou pela transmissão fecal-oral. Kfouri explica que a contaminação ocorre quando uma pessoa infectada elimina vírus ou bactérias nas fezes, afetando o ambiente, como água e objetos. A característica que distingue a gastroenterite de outras doenças é o início rápido dos sintomas, que aparecem entre 24 a 48 horas após a exposição ao agente causador.
A condição é especialmente preocupante em bebês e crianças, devido ao risco de desidratação, que pode afetar funções biológicas essenciais. Kfouri alerta que a reposição hídrica é crucial e que a falta de líquidos pode levar a complicações graves, como fraqueza intensa, tontura, queda de pressão e até óbito. Para crianças com gastroenterite, recomenda-se uma dieta rica em alimentos naturais e a evitação de frituras e ultraprocessados. Caso os sintomas persistam por mais de dois dias, é fundamental procurar um médico.
Para prevenir a gastroenterite, especialmente no verão, é importante adotar medidas como lavar as mãos frequentemente, consumir alimentos bem cozidos, beber água potável e evitar alimentos de procedência duvidosa. A higiene em locais públicos, como piscinas e praias, também é essencial para reduzir o risco de infecções.
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