O calor extremo no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, tem gerado sérios riscos à saúde, com aumento significativo de mortes relacionadas a doenças cardiovasculares. Um estudo publicado na revista *Circulation* revelou que, a partir de 36ºC, há um excesso de nove mortes a cada mil por AVC e problemas isquêmicos. A pesquisa destaca que […]
O calor extremo no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, tem gerado sérios riscos à saúde, com aumento significativo de mortes relacionadas a doenças cardiovasculares. Um estudo publicado na revista *Circulation* revelou que, a partir de 36ºC, há um excesso de nove mortes a cada mil por AVC e problemas isquêmicos. A pesquisa destaca que o Brasil é um dos países mais afetados por essa mortalidade, especialmente em cidades litorâneas, onde a combinação de calor e umidade é mais intensa. Micheline Coelho, pesquisadora da Universidade Monash, alerta que a falta de ação política e a consciência social sobre os riscos do calor são alarmantes.
A atual onda de calor, que deve persistir até 24 de fevereiro, afeta nove estados e o Distrito Federal, com temperaturas superando 5ºC acima da média. Um bloqueio atmosférico impede a entrada de frentes frias, resultando em altas temperaturas e pouca chuva nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Em contrapartida, o Sul do Brasil deve enfrentar chuvas intensas, especialmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, devido à aproximação de uma frente fria.
Além dos impactos à saúde, o calor extremo também afeta a economia, com um aumento no consumo de energia elétrica. O Rio de Janeiro registrou um consumo excedente de 391 megawatts nos primeiros dias de fevereiro, o que representa o consumo de aproximadamente 391 mil clientes. O aumento no uso de ar-condicionado e ventiladores tem elevado as contas de luz, com o ICMS subindo de 18% para 24% quando o consumo ultrapassa 300 kWh.
Os incêndios florestais também se tornaram mais frequentes, com 2.020 ocorrências registradas no estado do Rio de Janeiro desde janeiro, um aumento em relação ao ano anterior. A Defesa Civil atribui a maioria dos incêndios a ações humanas, como a soltura de balões e o descarte inadequado de lixo. O calor extremo e a baixa umidade tornam as condições propensas a incêndios, aumentando a vulnerabilidade ambiental e a necessidade de medidas de prevenção e conscientização.
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