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Ministério da Saúde inicia pesquisa sobre oropouche no Espírito Santo

- O Espírito Santo registrou 4.317 casos de oropouche em 2025, sem casos em 2024. - Equipe do Ministério da Saúde avalia inseticidas e repelentes contra Culicoides. - A pesquisa busca evidências para controle do oropouche e recomendações de proteção. - A ampliação da testagem revelou casos autóctones em estados fora da região Norte. - Até agora, não há medidas eficazes para controlar o vetor da doença, Culicoides.

Uma equipe técnica de arboviroses do Ministério da Saúde, em colaboração com a Fiocruz, Embrapa e secretarias de saúde do Espírito Santo, está realizando uma pesquisa no estado para avaliar a eficácia de inseticidas e repelentes contra insetos do gênero Culicoides, conhecidos vetores do vírus Oropouche. O estudo visa coletar evidências sobre o controle mecânico […]

Uma equipe técnica de arboviroses do Ministério da Saúde, em colaboração com a Fiocruz, Embrapa e secretarias de saúde do Espírito Santo, está realizando uma pesquisa no estado para avaliar a eficácia de inseticidas e repelentes contra insetos do gênero Culicoides, conhecidos vetores do vírus Oropouche. O estudo visa coletar evidências sobre o controle mecânico e químico, além de entender o impacto das medidas adotadas para o Aedes sp. nas populações de Culicoides sp.. O objetivo é fornecer subsídios para recomendações de controle e proteção em áreas com transmissão do vírus.

O Espírito Santo se destaca como o estado com o maior número de casos de oropouche, registrando 4.317 casos entre as semanas epidemiológicas 1 e 6 de 2025. Em contraste, no mesmo período do ano anterior, não houve registros da doença. No Brasil, até o momento, foram contabilizados 4.847 casos de oropouche, sem óbitos associados, conforme dados do Painel de Monitoramento das Arboviroses.

O aumento no número de casos é atribuído à ampliação da testagem em todo o país. Em 2023, o Ministério da Saúde identificou que muitos pacientes com sintomas semelhantes aos de dengue, Zika e chikungunya estavam testando negativo para essas doenças. A partir disso, a pasta começou a testar esses casos para oropouche, resultando na identificação de infecções autóctones em outros estados brasileiros.

Atualmente, não existem evidências que sustentem a adoção de medidas eficazes para o controle do Culicoides sp.. Enquanto isso, o Ministério da Saúde recomenda cautela e a continuidade das investigações para melhor compreensão e controle da situação.

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