A onda de calor que atinge o Brasil desde 17 de fevereiro deve persistir até o dia 24 de fevereiro, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este é o terceiro episódio de altas temperaturas no país em 2024. A cidade do Rio de Janeiro alcançou o nível 4 de calor, um patamar inédito […]
A onda de calor que atinge o Brasil desde 17 de fevereiro deve persistir até o dia 24 de fevereiro, conforme informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Este é o terceiro episódio de altas temperaturas no país em 2024. A cidade do Rio de Janeiro alcançou o nível 4 de calor, um patamar inédito na escala de cinco níveis criada pela prefeitura para alertar a população sobre as temperaturas extremas.
Os efeitos do calor no corpo humano incluem desidratação, taquicardia, sensação de desmaio e, em casos severos, convulsões. Crianças, idosos e gestantes são os grupos mais vulneráveis. A pediatra e neonatologista Clery Bernardi Gallacci alerta que as altas temperaturas podem aumentar o risco de pré-eclâmpsia e eclâmpsia em gestantes, além de afetar o desenvolvimento fetal, podendo resultar em partos prematuros e restrições de crescimento.
Os recém-nascidos também enfrentam riscos significativos, como maior suscetibilidade a infecções e comprometimento do desenvolvimento cerebral. Gallacci explica que o calor excessivo pode prejudicar a mielinização, essencial para o sistema nervoso. Para proteger gestantes e bebês, o pediatra Carlos Henrique Silva Pedrazas recomenda roupas leves, evitar a exposição solar intensa e manter a hidratação constante, especialmente através da amamentação.
Além disso, é fundamental que gestantes e bebês permaneçam em ambientes frescos e protegidos do sol. Banhos frequentes podem ajudar a aliviar o calor, mas devem ser feitos com cuidado para não ressecar a pele. A alimentação das gestantes deve incluir frutas e vegetais ricos em água, como melancia e laranja, para auxiliar na hidratação durante este período crítico.
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