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Dieta NiMe promove saúde intestinal com foco em vegetais e fibras alimentares

- A dieta NiMe, inspirada na Papua Nova Guiné, promove saúde intestinal. - Estudo com adultos canadenses mostrou perda de peso e redução de inflamações. - Dieta é rica em vegetais e fibras, excluindo alimentos processados. - Benefícios incluem queda de colesterol e açúcar no sangue, melhorando microbiomas. - Intervenção dietética pode reduzir riscos de doenças crônicas e câncer.

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As dietas ocidentais, caracterizadas pelo alto consumo de alimentos processados e baixo teor de fibras, estão associadas a problemas de saúde como obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Pesquisadores, incluindo o professor Jens Walter, buscam formas de promover microbiomas intestinais saudáveis, essenciais para a saúde geral. A pesquisa levou Walter a Papua Nova Guiné, um país […]

As dietas ocidentais, caracterizadas pelo alto consumo de alimentos processados e baixo teor de fibras, estão associadas a problemas de saúde como obesidade, diabetes e doenças cardíacas. Pesquisadores, incluindo o professor Jens Walter, buscam formas de promover microbiomas intestinais saudáveis, essenciais para a saúde geral. A pesquisa levou Walter a Papua Nova Guiné, um país com uma rica diversidade cultural e um estilo de vida não industrializado, onde a dieta tradicional é rica em alimentos vegetais e fibras.

Após um estudo de nove anos, a equipe de Walter identificou que os microbiomas intestinais dos habitantes rurais da Papua Nova Guiné são mais diversos e contêm bactérias benéficas que prosperam em fibras, contrastando com os microbiomas ocidentais, que apresentam níveis elevados de bactérias inflamatórias. A partir dessas descobertas, foi desenvolvida a dieta NiMe (non-industrialised microbiome restore), que prioriza vegetais, leguminosas e frutas, com uma quantidade limitada de proteína animal e sem alimentos processados.

Em um estudo controlado com adultos canadenses, a dieta NiMe resultou em perda de peso, redução do colesterol ruim em 17%, diminuição do açúcar no sangue em 6% e uma queda de 14% na proteína C-reativa, um marcador de inflamação. Esses resultados foram atribuídos a melhorias no microbioma intestinal, que, ao contrário das dietas ocidentais, não degrada a camada de muco intestinal, prevenindo inflamações e promovendo a produção de metabólitos benéficos.

As pesquisas também indicam que dietas ricas em proteínas podem aumentar o risco de câncer de cólon, especialmente em jovens. A dieta NiMe, ao aumentar a fermentação de carboidratos e reduzir a de proteínas, mostrou potencial para diminuir os marcadores bacterianos associados ao câncer. Assim, a dieta NiMe se apresenta como uma alternativa viável para restaurar a saúde intestinal e reduzir o risco de doenças crônicas.

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