O governo do estado de São Paulo declarou situação de emergência em relação à dengue na quarta-feira, 19 de fevereiro de 2024, devido ao aumento significativo de casos. Dados do Ministério da Saúde indicam que, até o momento, 152 óbitos foram registrados no Brasil, com 118 ocorrendo em São Paulo, representando mais de 75% das […]
O governo do estado de São Paulo declarou situação de emergência em relação à dengue na quarta-feira, 19 de fevereiro de 2024, devido ao aumento significativo de casos. Dados do Ministério da Saúde indicam que, até o momento, 152 óbitos foram registrados no Brasil, com 118 ocorrendo em São Paulo, representando mais de 75% das mortes no país. A Secretaria Estadual de Saúde confirmou mais uma morte, que ainda não foi contabilizada no total federal, e há 244 óbitos em investigação. O estado já registrou 130.127 casos confirmados, com uma média de 292 casos a cada 100 mil habitantes.
A situação alarmante levou o estado a decretar emergência, uma medida que é adotada quando se atinge um índice de 300 casos por 100 mil habitantes. Atualmente, 225 municípios paulistas já ultrapassaram esse limite, e a média estadual está próxima de alcançá-lo. Com o decreto, os gestores podem alocar recursos rapidamente para o combate à doença, sem a necessidade de licitação. Em março de 2024, São Paulo já havia declarado emergência devido à dengue, quando foram registrados 198.668 casos e 159 mortes até o final de fevereiro do ano anterior.
Enquanto os casos aumentam, a vacinação contra a dengue enfrenta desafios devido à falta de doses. Apenas 392 municípios receberam o imunizante Qdenga, enquanto 253 cidades não têm acesso à vacina, o que representa 40% das cidades do estado. A Secretaria de Saúde informou que, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2025, foram recebidas 1.839.243 doses, mas a distribuição é limitada e depende de critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A vacinação é direcionada a crianças de 10 a 14 anos, e a ampliação do público-alvo pode ocorrer conforme a validade das doses.
Na rede particular, a situação é semelhante, com clínicas enfrentando falta de doses desde o final do ano passado. A farmacêutica Takeda, responsável pela vacina Qdenga, prioriza o atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), limitando a quantidade disponível para o setor privado. A vacina Dengvaxia, da Sanofi, está disponível apenas na rede particular e não apresenta falta de doses, mas sua procura é menor devido ao público restrito que pode recebê-la.
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