O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina Abrysvo contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS). O VSR é a principal causa de bronquiolite infantil, uma inflamação que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões. A vacina será incluída no Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e é destinada […]
O Ministério da Saúde anunciou a incorporação da vacina Abrysvo contra o vírus sincicial respiratório (VSR) no Sistema Único de Saúde (SUS). O VSR é a principal causa de bronquiolite infantil, uma inflamação que afeta as pequenas vias aéreas dos pulmões. A vacina será incluída no Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e é destinada a mulheres grávidas de até 49 anos, podendo ser aplicada no segundo ou terceiro trimestre da gestação. O objetivo é que as mães desenvolvam anticorpos que serão transferidos para os bebês, protegendo-os.
Além da vacina, o SUS também disponibilizará o anticorpo monoclonal Nirvesimabe (Beyfortus), que será aplicado em recém-nascidos prematuros e com comorbidades até dois anos de idade. A expectativa é que essas medidas beneficiem cerca de dois milhões de nascidos vivos anualmente, evitando aproximadamente 28 mil internações. A vacina Abrysvo demonstrou eficácia significativa em estudos clínicos, reduzindo em 81,8% os casos graves de doenças respiratórias nos primeiros três meses de vida.
A Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) já recomendam a vacina, que no mercado privado custa até R$ 1.692,54. O anticorpo Nirvesimabe, que requer apenas uma aplicação por período sazonal, deverá beneficiar 300 mil bebês a mais por ano em comparação ao tratamento atual, que exige várias injeções. A portaria com as novas tecnologias será publicada em breve, com implementação prevista para o final de 2024.
Dados recentes indicam que o VSR foi responsável por 32,4% dos casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) no Brasil, superando outras doenças respiratórias. A vacinação e o uso do anticorpo são vistos como um avanço significativo na proteção da saúde infantil, reduzindo a carga da doença e o impacto nas famílias. A medida reforça a importância do SUS na oferta de tecnologias de saúde modernas e acessíveis à população.
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