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Cientistas PhD desbravam novos caminhos em locais remotos e inovadores

- Jennifer Lavers fundou o Adrift Lab em Esperance, focando em poluição plástica. - O laboratório opera com financiamento alternativo, promovendo relações com doadores. - Lavers formou alunos de mestrado e doutorado, com alta taxa de publicações. - A pesquisa independente permite flexibilidade e adaptação a novas questões ambientais. - Colaborações com comunidades aborígines enriquecem o trabalho e a vida de Lavers.

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No remoto Arquipélago de Recherche, na costa da Austrália Ocidental, a ecóloga marinha Jennifer Lavers tem acesso privilegiado à vida selvagem que estuda, residindo nas proximidades. Em 2022, Lavers fundou um grupo de pesquisa em ecologia marinha na pequena cidade de Esperance, a sete horas de Perth, onde investiga o impacto da poluição plástica em […]

No remoto Arquipélago de Recherche, na costa da Austrália Ocidental, a ecóloga marinha Jennifer Lavers tem acesso privilegiado à vida selvagem que estuda, residindo nas proximidades. Em 2022, Lavers fundou um grupo de pesquisa em ecologia marinha na pequena cidade de Esperance, a sete horas de Perth, onde investiga o impacto da poluição plástica em aves marinhas e na cadeia alimentar. Ela destaca a conexão com a natureza e a colaboração com comunidades aborígines locais, afirmando: “Os pássaros cantam durante o dia, os sapos à noite e os cangurus cortam nossa grama.”

A trajetória de Lavers é atípica, pois muitos acadêmicos tendem a se mudar para instituições urbanas ao longo de suas carreiras. No entanto, alguns doutores buscam viver longe de centros de pesquisa, criando suas próprias oportunidades em áreas rurais. Apesar das dificuldades, como a falta de recursos e isolamento, muitos valorizam a flexibilidade e a autonomia que essa escolha proporciona. Karen Kelsky, consultora de carreira, aconselha doutores a explorarem amplamente suas opções, já que “está se tornando mais comum não trabalhar na academia.”

Profissionais como Reilly Dibner, que fundou um estúdio de animação científica em Wyoming, e Anna Ortega, cofundadora de uma coletânea de pesquisa em Durango, Colorado, exemplificam essa nova abordagem. Ambos destacam a importância de redes de apoio e a transferência de habilidades adquiridas na academia para o empreendedorismo. Dibner, por exemplo, enfatiza que “muitas habilidades são transferíveis”, permitindo que acadêmicos se tornem empreendedores bem-sucedidos.

Lavers, após uma década na academia, criou o Adrift Lab, um grupo de pesquisa focado em plásticos marinhos, que já formou vários alunos de mestrado e doutorado. Ela observa que “o modelo demonstra claramente que não é necessário estar na academia para fazer ciência real.” Através de parcerias com filantropos, Lavers conseguiu manter sua pesquisa sem depender de financiamentos governamentais, permitindo que ela se concentre em atividades que realmente importam, como a orientação de alunos e a publicação de artigos.

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