Posts nas redes sociais têm disseminado informações enganosas sobre o livro “Pfizer Papers”, afirmando que a vacina da Pfizer contra a covid-19 teria causado 1.223 mortes e 1.291 efeitos colaterais. No entanto, os dados apresentados são distorcidos, pois, conforme os documentos utilizados como base para a obra, não há comprovação de relação de causa e […]
Posts nas redes sociais têm disseminado informações enganosas sobre o livro “Pfizer Papers”, afirmando que a vacina da Pfizer contra a covid-19 teria causado 1.223 mortes e 1.291 efeitos colaterais. No entanto, os dados apresentados são distorcidos, pois, conforme os documentos utilizados como base para a obra, não há comprovação de relação de causa e efeito entre os óbitos e o imunizante. A médica Raissa Soares, em um vídeo, menciona que o livro comprova essas alegações, mas a análise contida nos documentos da Pfizer não sustenta tais afirmações.
O livro se baseia em um pedido de licença biológica enviado à FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA), que analisou mais de 40 mil relatos de efeitos pós-imunização. Contudo, o relatório não estabelece uma conexão entre os efeitos colaterais e a vacina, sendo um compilado de relatos espontâneos. O Estadão Verifica já havia informado que, segundo o CDC (Centro de Controle de Doenças dos EUA), não houve mortes atribuídas à vacina da Pfizer. Além disso, a segurança dos imunizantes é constantemente monitorada por órgãos regulatórios.
Outra afirmação do livro, que sugere que a vacina prejudica o sistema reprodutor, também carece de evidências. A Organização Mundial da Saúde recomenda a vacinação de gestantes, destacando a importância da imunização para evitar complicações. A autora do livro, Naomi Wolf, é erroneamente identificada como jornalista do The New York Times, quando, na verdade, ela é uma ativista antivacina que já foi banida de plataformas por disseminar desinformação.
A Pfizer reafirmou a segurança e eficácia de sua vacina, que recebeu aprovação de órgãos como a Anvisa e a EMA (Agência Europeia de Medicamentos). A farmacêutica destacou que já distribuiu mais de 4,8 bilhões de doses globalmente, sem alertas de segurança que comprometam os benefícios da vacinação. O post que gerou a polêmica alcançou mais de 448 mil visualizações no Instagram, evidenciando a disseminação de informações enganosas nas redes sociais.
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