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Vacina personalizada contra câncer renal mostra resultados promissores em nove pacientes

- Pesquisa da Faculdade de Medicina de Harvard testou vacina personalizada em nove pacientes. - Todos os participantes permaneceram livres de câncer por 40 meses após cirurgia. - Vacina utiliza neoantígenos, específicos do tumor, para treinar o sistema imunológico. - Resultados indicam resposta imunológica robusta, mas mais estudos são necessários. - Abordagem promissora pode melhorar tratamento de câncer renal em estágios avançados.

Um ensaio clínico com nove pacientes com câncer renal em estágios III e IV revelou que uma vacina personalizada gerou uma resposta imunitária robusta, conforme publicado na revista Nature. Os resultados, embora promissores, precisam ser confirmados em estudos maiores. O coautor sênior, Toni Choueiri, da Faculdade de Medicina de Harvard, expressou entusiasmo com a resposta […]

Um ensaio clínico com nove pacientes com câncer renal em estágios III e IV revelou que uma vacina personalizada gerou uma resposta imunitária robusta, conforme publicado na revista Nature. Os resultados, embora promissores, precisam ser confirmados em estudos maiores. O coautor sênior, Toni Choueiri, da Faculdade de Medicina de Harvard, expressou entusiasmo com a resposta positiva observada em todos os participantes.

O estudo, liderado por pesquisadores da Faculdade de Medicina de Harvard, incluiu apenas pacientes com carcinoma de células renais de células claras (CCRCC), que representa 70% a 90% dos casos de câncer renal. Após a cirurgia, as vacinas foram administradas para eliminar células tumorais remanescentes. Todos os pacientes permaneceram livres de câncer por uma média de 40 meses após o procedimento.

As vacinas foram individualizadas, utilizando material genético do tumor para ensinar o sistema imunológico a reconhecer e atacar as células cancerígenas. Os pesquisadores extraíram neoantígenos, que são fragmentos de proteínas mutantes específicas do tumor, e utilizaram algoritmos para identificar os mais eficazes. A vacina foi administrada em doses iniciais seguidas de reforços, com reações leves observadas em alguns pacientes.

Os resultados mostraram um aumento significativo no número de células T, que aumentou 166 vezes em média, e essas células permaneceram elevadas por até três anos. O professor Patrick Ott destacou a expansão duradoura de células T relacionadas à vacina, apoiando a viabilidade de vacinas personalizadas em tumores com menor carga de mutação. Um estudo multicêntrico internacional está em andamento para avaliar a eficácia dessa abordagem em combinação com imunoterapia.

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