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Alimentos ultraprocessados alteram funções de insulina em apenas cinco dias de consumo

- Estudo da Universidade de Tübingen revela danos cerebrais em cinco dias de ultraprocessados. - Consumo de alimentos ultraprocessados aumenta gordura do fígado e reduz motivação. - Participantes saudáveis mostraram resistência à insulina após dieta hipercalórica. - Alterações cognitivas observadas refletem padrões típicos de obesidade. - Resultados destacam riscos de ultraprocessados, comuns na dieta dos EUA.

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O consumo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a diversos problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Esses produtos, definidos pelo sistema de classificação NOVA, contêm ingredientes que não são comuns em cozinhas caseiras, como aditivos e conservantes, e representam até 70% da oferta alimentar nos Estados Unidos. Pesquisadores, como o Dr. Kevin […]

O consumo de alimentos ultraprocessados tem sido associado a diversos problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Esses produtos, definidos pelo sistema de classificação NOVA, contêm ingredientes que não são comuns em cozinhas caseiras, como aditivos e conservantes, e representam até 70% da oferta alimentar nos Estados Unidos. Pesquisadores, como o Dr. Kevin Hall, estão investigando se esses alimentos são intrinsecamente prejudiciais ou se sua relação com a obesidade se dá por meio do aumento da ingestão calórica.

Um estudo de Hall revelou que indivíduos em uma dieta ultraprocessada consumiram, em média, 500 calorias a mais por dia do que aqueles em uma dieta minimamente processada. Em um novo experimento, ele está analisando como a densidade energética e a hiper-palatabilidade desses alimentos influenciam o consumo excessivo. A hiper-palatabilidade refere-se à combinação de sal, açúcar e gordura que torna esses alimentos irresistíveis, levando a um ciclo de superconsumo.

Pesquisas recentes na Alemanha mostraram que, após apenas cinco dias de uma dieta rica em ultraprocessados, participantes saudáveis apresentaram alterações significativas na resposta do cérebro à insulina e aumento da gordura hepática. O estudo, que envolveu 29 homens, indicou que a ingestão desses alimentos diminui a sensibilidade à recompensa e aumenta a sensibilidade à punição, um padrão observado em pessoas com obesidade.

A especialista Dr. Tera Fazzino destaca que os alimentos ultraprocessados são projetados para serem altamente palatáveis, ativando circuitos de recompensa no cérebro. Ela sugere que a conscientização sobre o impacto desses alimentos e a preferência por opções mais naturais podem ajudar a mitigar os efeitos negativos. Fazzino recomenda evitar alimentos com rótulos enganosos e prestar atenção ao teor de sódio, que pode contribuir para a hiper-palatabilidade.

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