O GLOBO lançou um projeto mensal que, ao longo de uma semana, publicará conteúdos exclusivos sobre doenças, começando com o lipedema, uma condição caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, especialmente em pernas e quadris. O clínico-geral e endocrinologista Fabiano Serfaty destaca a necessidade de maior conscientização sobre o lipedema, que ainda é amplamente desconhecido, resultando […]
O GLOBO lançou um projeto mensal que, ao longo de uma semana, publicará conteúdos exclusivos sobre doenças, começando com o lipedema, uma condição caracterizada pelo acúmulo desproporcional de gordura, especialmente em pernas e quadris. O clínico-geral e endocrinologista Fabiano Serfaty destaca a necessidade de maior conscientização sobre o lipedema, que ainda é amplamente desconhecido, resultando em diagnósticos equivocados e tratamentos ineficazes para muitas mulheres.
Serfaty explica que a confusão entre lipedema e obesidade é uma barreira significativa para o diagnóstico correto. Enquanto o lipedema apresenta acúmulo de gordura simétrico e localizado, que não responde a dietas ou exercícios, a obesidade se caracteriza por um ganho de gordura mais homogêneo. O diagnóstico precoce é crucial e deve envolver clínicos-gerais e endocrinologistas, que podem identificar os sintomas e encaminhar para o tratamento adequado.
Embora não haja cura definitiva para o lipedema, novas abordagens estão sendo estudadas. Tratamentos tradicionais, como drenagem linfática e meias de compressão, são complementados por investigações sobre dietas cetogênicas e medicamentos para obesidade, que podem ajudar a controlar os sintomas. A lipoaspiração especializada é uma opção para casos mais avançados, e o acompanhamento médico contínuo é essencial para o manejo da doença.
O tratamento adequado pode transformar a vida das pacientes, aliviando a dor e melhorando a mobilidade, além de proporcionar suporte emocional. A falta de tratamento pode levar a complicações físicas e emocionais, como dor intensa e isolamento social. O lipedema, reconhecido oficialmente no CID-11, foi descrito pela primeira vez em 1940 e, ao longo dos anos, passou a ser visto como uma condição distinta, permitindo melhor acesso ao diagnóstico e tratamento.
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