O transplante multivisceral é considerado o mais complexo na medicina, exigindo uma equipe extensa e um centro cirúrgico bem equipado. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação desse procedimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que implica em orçamento e ampliação do atendimento no Brasil. Contudo, ainda não foram divulgados detalhes sobre quantos […]
O transplante multivisceral é considerado o mais complexo na medicina, exigindo uma equipe extensa e um centro cirúrgico bem equipado. Recentemente, o Ministério da Saúde anunciou a incorporação desse procedimento ao Sistema Único de Saúde (SUS), o que implica em orçamento e ampliação do atendimento no Brasil. Contudo, ainda não foram divulgados detalhes sobre quantos hospitais em cada estado terão unidades de referência para esse tipo de transplante.
Luiz Perillo, de 35 anos, está na fila para receber cinco órgãos de um único doador, uma situação que torna a espera ainda mais angustiante. Ele sofre de trombofilia, uma condição que causa coágulos sanguíneos e levou à falência progressiva de seus órgãos. Desde 2021, Perillo está internado, dependendo de hemodiálise e enfrentando uma rotina hospitalar intensa, enquanto aguarda a tão esperada doação.
Antes da recente decisão do ministério, apenas seis hospitais no Brasil estavam autorizados a realizar o transplante multivisceral, com apenas quatro atendendo pelo SUS, localizados em São Paulo e Rio Grande do Sul. O médico Rafael Pinheiro, que participou do primeiro transplante desse tipo no país, destacou que a inclusão do procedimento no SUS permitirá um atendimento mais ágil para os pacientes. O custo elevado do transplante, que pode ser até dez vezes maior que o de um transplante comum, era um dos principais obstáculos para sua realização.
A doação de órgãos no Brasil depende da autorização da família, e é crucial que as pessoas discutam suas intenções com seus parentes. Para formalizar a vontade de ser doador, é possível utilizar a nova carteira de identidade ou um documento digital, que pode ser feito através do site www.aedo.org.br. Essa declaração, que não tem custo, é um passo importante para aumentar o número de doadores e, consequentemente, salvar vidas como a de Luiz Perillo.
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