Um vídeo que circula nas redes sociais afirma que o nome do medicamento Ritalina é uma homenagem à cantora Rita Lee, mas essa informação é falsa. A alegação, desmentida pela assessoria da artista e pela farmacêutica responsável, não tem fundamento e contradiz a história documentada do medicamento. A Ritalina, um psicoestimulante de tarja preta, é […]
Um vídeo que circula nas redes sociais afirma que o nome do medicamento Ritalina é uma homenagem à cantora Rita Lee, mas essa informação é falsa. A alegação, desmentida pela assessoria da artista e pela farmacêutica responsável, não tem fundamento e contradiz a história documentada do medicamento. A Ritalina, um psicoestimulante de tarja preta, é frequentemente utilizada de forma indiscriminada por jovens, especialmente universitários, que acreditam que ela pode melhorar a concentração e a inteligência.
O medicamento, cujo princípio ativo é o metilfenidato, foi desenvolvido na década de 1940. O químico Leandro Panizzon, que trabalhava na farmacêutica suíça Ciba, sintetizou o metilfenidato em 1944 e decidiu nomeá-lo em homenagem ao apelido de sua esposa, Rita. A Ritalina foi patenteada em 1954 e introduzida no mercado em 1955, sendo utilizada para tratar condições como depressão e narcolepsia. Importante destacar que, na época do lançamento do medicamento, Rita Lee tinha apenas oito anos.
Especialistas alertam que o uso do metilfenidato fora das indicações médicas pode trazer riscos à saúde. O medicamento é indicado para o tratamento do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) e narcolepsia, mas não há comprovação científica de que ele aumente a inteligência. O psiquiatra Henrique Bottura ressalta que, enquanto o metilfenidato pode melhorar a concentração em pessoas com TDAH, sua eficácia em indivíduos sem o transtorno é discutível e pode resultar em problemas de saúde.
A automedicação com Ritalina é um risco, pois pode levar a efeitos adversos e não necessariamente melhora o desempenho acadêmico. O psiquiatra Amilton Santos Jr. explica que o medicamento pode aumentar a atenção temporariamente, mas não aumenta a inteligência. Ele alerta que o uso inadequado pode ser comparado a uma “overdose de cafeína”, destacando a importância da supervisão médica no uso desse tipo de medicamento.
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