Max, um cão da raça English Springer Spaniel, está desempenhando um papel inusitado como trabalhador de conservação ao usar seu aguçado olfato para localizar fezes de coalas na Austrália. Esses animais, nativos do país, foram classificados como ameaçados de extinção em 2022, com suas populações reduzidas pela metade nos últimos 20 anos devido a fatores […]
Max, um cão da raça English Springer Spaniel, está desempenhando um papel inusitado como trabalhador de conservação ao usar seu aguçado olfato para localizar fezes de coalas na Austrália. Esses animais, nativos do país, foram classificados como ameaçados de extinção em 2022, com suas populações reduzidas pela metade nos últimos 20 anos devido a fatores como destruição de habitat, doenças e incêndios. Quando Max encontra as fezes, ele se deita ao lado e as toca com o nariz, sendo recompensado com sua bola de tênis favorita. A análise das fezes fornece informações valiosas sobre a saúde dos coalas, incluindo a presença de doenças como a clamídia, que afeta a visão e a fertilidade.
Em 2024, Max identificou um novo grupo de coalas em uma área interior de Coffs Harbor, que parecia estar livre da clamídia. A destruição de habitat é considerada a maior ameaça aos coalas, com um inquérito parlamentar de 2020 alertando que, sem intervenção governamental urgente, os coalas podem se extinguir até 2050 em Nova Gales do Sul. A estimativa de 36 mil coalas restantes na região foi considerada desatualizada e não confiável. A perda de habitat não apenas reduz as fontes de alimento, mas também isola os coalas de potenciais parceiros, aumentando os riscos ao cruzar estradas.
O governo australiano comprometeu milhões de dólares para criar o Great Koala National Park, abrangendo 315 mil hectares. No entanto, a exploração madeireira continua dentro dos limites propostos do parque. A Canines for Wildlife, que treina cães para tarefas de conservação, não faz advocacy, mas fornece dados que ajudam a demonstrar a importância de áreas ameaçadas pela exploração madeireira. A organização está atualmente trabalhando em um projeto em Coffs Harbor, uma das áreas com maior população de coalas em Nova Gales do Sul.
Métodos de detecção de coalas evoluíram nas últimas décadas, com o uso de cães e drones se tornando mais comum. Embora mais caros, os cães têm vantagens, como detectar a presença de coalas mesmo após sua passagem e em áreas de vegetação densa. A Canines for Wildlife também treina cães para detectar outras espécies ameaçadas, como o Kroombit Tinker frog. Segundo Jack Nesbitt, da Canines for Wildlife, os cães são ferramentas valiosas para ecologistas, pois possuem um olfato que fornece informações que não conseguimos acessar de outra forma.
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