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Lolita Bosh alerta: ‘Bullying’ é um termo que usamos para alarmar famílias

- Lolita Bosh, escritora e ativista, superou bullying e agora ajuda outros. - Em 2024, lançou o coletivo Campus Lolita e o projeto Stopbullying.help. - Seu livro "Stop al bullying" será publicado em 2025, com recursos práticos. - Bosh acredita que a adolescência é uma oportunidade, não uma maldição. - Ela defende que a violência deve ser entendida para ser combatida efetivamente.

Lolita Bosh, de 55 anos, é uma escritora e ativista de Barcelona que sofreu bullying por mais de três anos durante sua adolescência. A experiência traumática a motivou a criar o coletivo de literatura contra a violência Campus Lolita e o projeto Stopbullying.help, que visa capacitar adolescentes em todo o mundo a se tornarem agentes […]

Lolita Bosh, de 55 anos, é uma escritora e ativista de Barcelona que sofreu bullying por mais de três anos durante sua adolescência. A experiência traumática a motivou a criar o coletivo de literatura contra a violência Campus Lolita e o projeto Stopbullying.help, que visa capacitar adolescentes em todo o mundo a se tornarem agentes de mudança. Com um currículo que inclui uma licenciatura em Filosofia e quase cem publicações, Bosh lançou recentemente o livro “Stop al bullying”, uma guia prática para famílias e educadores.

Em entrevista, Bosh destacou que, apesar do aumento da conscientização sobre o bullying, a sociedade ainda não compreende totalmente sua gravidade. Ela acredita que a palavra “bullying” é frequentemente usada para alarmar, mas que a verdadeira compreensão da violência escolar é essencial para combatê-la. Para ela, a essência do bullying e suas consequências podem ser resumidas em uma palavra: rabia. Bosh também defende que a violência não deve ser justificada por motivos, pois isso pode levar a uma visão distorcida de “boas” e “más” pessoas.

Sobre a escolha de vítimas, Bosh observa que os agressores frequentemente projetam suas inseguranças em outros, e que o bullying pode ocorrer por razões superficiais, como a aparência. Ela enfatiza a importância de permitir que as vítimas se expressem sobre suas experiências e escolha como se identificam. Ao abordar a questão das escolas, Bosh recomenda que as famílias perguntem como as instituições lidam com o bullying, em vez de simplesmente questionar se ele ocorre.

Bosh também discute o impacto das redes sociais no bullying, afirmando que, embora os adolescentes enfrentem novos desafios, também têm acesso a mais recursos para lidar com a situação. O site Stopbullying.help oferece ferramentas e protocolos para ajudar tanto vítimas quanto agressores. Para ela, a conscientização e a prevenção são fundamentais para erradicar não apenas o bullying, mas também outras formas de violência, como racismo e xenofobia.

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