O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a mpox continua a ser considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII). A decisão foi baseada na recomendação do Comitê de Emergência, que se reuniu recentemente e destacou o aumento dos casos e a expansão geográfica da doença, além […]
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, anunciou que a mpox continua a ser considerada uma emergência de saúde pública de importância internacional (ESPII). A decisão foi baseada na recomendação do Comitê de Emergência, que se reuniu recentemente e destacou o aumento dos casos e a expansão geográfica da doença, além da violência na República Democrática do Congo (RDC), que dificulta a resposta à epidemia.
A OMS observou que a RDC é o país mais afetado pelo surto atual, que já levou a duas reavaliações desde a declaração de emergência em agosto do ano passado. Na ocasião, Tedros citou o aumento de casos na RDC, a disseminação da doença para novos países e a identificação da cepa Clado 1b, mais letal, que se espalha por vias sexuais como razões para a manutenção da ESPII.
Atualmente, a RDC registrou mais da metade dos casos de mpox na África, com novos diagnósticos surgindo em países como Burundi, Quênia, Ruanda, Uganda, Zâmbia e Zimbábue. A vacinação contra a doença, que é endêmica em algumas regiões africanas, começou apenas em 5 de outubro, com apoio de organizações como Unicef e Gavi, dois meses após a declaração de emergência internacional.
A mpox, que se espalhou globalmente pela primeira vez em 2022, apresenta atualmente uma cepa menos agressiva, a Clado 2b, que continua a ser registrada em diversos países, incluindo o Brasil. A OMS destaca a importância de uma resposta rápida e eficaz para conter a propagação da doença, especialmente em um continente que já enfrenta desafios significativos relacionados a epidemias.
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