A ressaca é uma preocupação comum durante o Carnaval, afetando a saúde e a diversão dos foliões. Ela se caracteriza por sintomas físicos e mentais que surgem entre seis a oito horas após o consumo excessivo de álcool, podendo durar até 24 horas. O principal responsável é o acetaldeído, uma substância tóxica gerada pelo fígado […]
A ressaca é uma preocupação comum durante o Carnaval, afetando a saúde e a diversão dos foliões. Ela se caracteriza por sintomas físicos e mentais que surgem entre seis a oito horas após o consumo excessivo de álcool, podendo durar até 24 horas. O principal responsável é o acetaldeído, uma substância tóxica gerada pelo fígado ao metabolizar o álcool, que se acumula no organismo e provoca desconfortos como desidratação, dor de cabeça, fadiga e náuseas.
Para evitar a ressaca, o Dr. Guilherme Loures Penna, clínico e intensivista, recomenda beber com moderação e manter a hidratação. O álcool inibe a produção do hormônio antidiurético, aumentando a desidratação, especialmente em ambientes quentes como os blocos de Carnaval. Beber água durante o consumo de álcool é essencial para minimizar os efeitos da ressaca. Além disso, optar por bebidas com menos congêneres, como vodka e gin, pode ajudar a reduzir os sintomas.
A intensidade da ressaca varia conforme fatores como a quantidade de álcool consumida, peso e sexo. Estudos indicam que o consumo de mais de cinco bebidas em menos de quatro horas pode levar à intoxicação aguda. As mulheres, por terem menor quantidade da enzima álcool desidrogenase, são mais suscetíveis aos efeitos da ressaca, pois o etanol se concentra mais rapidamente no sangue.
Caso a ressaca já tenha se instalado, o descanso e a hidratação são fundamentais. A nutróloga Laura Assalim sugere consumir frutas e carboidratos de fácil absorção, evitando café, que pode agravar a desidratação. Bebidas que reponham eletrólitos, como água de coco e isotônicos, também são recomendadas para auxiliar na recuperação.
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