O uso de glitter durante o Carnaval é comum, mas pode trazer riscos à saúde da pele. Composto frequentemente por microplásticos, o glitter pode conter aditivos químicos que, ao entrar em contato com o suor e o calor, são absorvidos pela pele, resultando em irritações ou até dermatites. A dermatologista Bruna Carvalho alerta que o […]
O uso de glitter durante o Carnaval é comum, mas pode trazer riscos à saúde da pele. Composto frequentemente por microplásticos, o glitter pode conter aditivos químicos que, ao entrar em contato com o suor e o calor, são absorvidos pela pele, resultando em irritações ou até dermatites. A dermatologista Bruna Carvalho alerta que o atrito das partículas pode causar microlesões, aumentando a sensibilidade da pele e a probabilidade de inflamações. Os sinais mais comuns incluem vermelhidão, coceira e ressecamento.
A composição do glitter é um fator importante a ser considerado. A maioria é feita de polietileno tereftalato (PET), que pode conter metais pesados. A exposição prolongada a esse material pode levar a reações adversas, especialmente em pessoas com pele sensível ou condições como dermatite atópica. Além disso, a cor do glitter pode influenciar sua toxicidade, com tonalidades como vermelho e verde apresentando aditivos mais agressivos.
Para quem deseja usar glitter, a dermatologista recomenda optar por versões biodegradáveis, feitas de celulose regenerada, que são menos agressivas à pele e ao meio ambiente. É aconselhável realizar um teste em uma pequena área da pele antes da aplicação completa e remover o produto com óleos de limpeza ou demaquilantes bifásicos, evitando esfregar a pele. Manter a pele hidratada com cremes que contenham ácido hialurônico e ceramidas também é fundamental para proteger a barreira cutânea.
Caso surjam sinais de irritação, o primeiro passo é remover o glitter e evitar novas aplicações. A limpeza deve ser feita com sabonete suave, seguida da aplicação de um creme calmante. Se a vermelhidão e a coceira persistirem, é importante consultar um dermatologista para possíveis tratamentos. Assim, é possível aproveitar a folia do Carnaval sem comprometer a saúde da pele, conforme destaca Bruna: “A festa passa, mas a pele fica.”
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