Serhii Zatsarynin, de 36 anos, descreve um momento crucial em sua vida durante um ataque aéreo em Kiev, quando percebeu que poderia morrer a qualquer instante. Essa experiência o levou a fundar a Ovul, uma startup que desenvolve um rastreador hormonal a partir de saliva, focando na saúde reprodutiva feminina. A ideia surgiu em 2022, […]
Serhii Zatsarynin, de 36 anos, descreve um momento crucial em sua vida durante um ataque aéreo em Kiev, quando percebeu que poderia morrer a qualquer instante. Essa experiência o levou a fundar a Ovul, uma startup que desenvolve um rastreador hormonal a partir de saliva, focando na saúde reprodutiva feminina. A ideia surgiu em 2022, enquanto ele e sua esposa tentavam conceber seu terceiro filho. A empresa já recebeu prêmios e financiamento, destacando-se em um contexto de guerra.
Zatsarynin, que trabalhava na Siemens Healthcare, viu a necessidade de abordar a saúde reprodutiva em tempos de conflito, onde o estresse afeta a fertilidade. Uma pesquisa com usuárias do dispositivo Ovul revelou problemas como ciclos irregulares e desequilíbrios hormonais. A tecnologia utiliza inteligência artificial para interpretar padrões na saliva, facilitando o monitoramento da ovulação. Apesar das dificuldades logísticas e emocionais geradas pela guerra, a startup conseguiu avançar.
Outro projeto relevante é o CareWay, fundado por Ihor Rastrepin e Daryna Chernenko, que oferece suporte digital a casais em busca de gravidez. A plataforma combina assistência por IA com conselhos de especialistas, e recentemente firmou parceria com um centro de medicina reprodutiva em Kiev. Rastrepin destaca que a guerra intensificou os problemas de saúde reprodutiva, tornando os sistemas de apoio ainda mais essenciais.
Mindship, uma aplicação criada por Viacheslav Urdzik e Anna Chorna, visa ajudar a reduzir o estresse por meio de exercícios de respiração personalizados. A ideia surgiu após Urdzik perceber a dificuldade de sua namorada em lidar com a ansiedade. A app, que será lançada em março, utiliza algoritmos para adaptar as práticas respiratórias às necessidades do usuário. O governo ucraniano também reconhece a importância da saúde mental, promovendo iniciativas para conscientizar a população sobre o tema em meio ao conflito.
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