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Pandas gigantes trocam carne por bambu graças a microRNAs que influenciam paladar

- Estudo revela que microRNAs do bambu influenciam dieta dos pandas gigantes. - MiRNAs regulam olfato e paladar, facilitando adaptação a dieta herbívora. - Foram identificados 57 miRNAs no sangue, variando entre idades e sexos. - Descoberta abre novas possibilidades para tratar doenças em animais. - Pesquisa pode melhorar segurança de alimentos vegetais para humanos e animais.

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Um estudo recente publicado na Frontiers in Veterinary Science destaca a importância dos microRNAs (miRNAs) do bambu na adaptação dos pandas gigantes à sua dieta predominantemente herbívora. Apesar de possuírem um trato gastrointestinal típico de carnívoros, esses animais se alimentam quase exclusivamente de bambus. Os pesquisadores identificaram que os miRNAs presentes no bambu podem entrar […]

Um estudo recente publicado na Frontiers in Veterinary Science destaca a importância dos microRNAs (miRNAs) do bambu na adaptação dos pandas gigantes à sua dieta predominantemente herbívora. Apesar de possuírem um trato gastrointestinal típico de carnívoros, esses animais se alimentam quase exclusivamente de bambus. Os pesquisadores identificaram que os miRNAs presentes no bambu podem entrar na corrente sanguínea dos pandas e regular funções como olfato e paladar, influenciando seus hábitos alimentares.

Os miRNAs são pequenas moléculas de RNA não codificantes que desempenham um papel fundamental na expressão genética. A descoberta de que esses miRNAs podem transmitir sinais de plantas para animais abre novas possibilidades para o tratamento e prevenção de doenças em animais. Além disso, a pesquisa sobre as mudanças induzidas por miRNAs vegetais pode contribuir para a avaliação e melhoria da segurança de alimentos à base de plantas, tanto para animais quanto para humanos.

Os pesquisadores analisaram amostras de sangue de pandas gigantes de diferentes idades e sexos, identificando 57 miRNAs provavelmente derivados do bambu. Os resultados mostraram que a composição de miRNA no sangue variava conforme a idade e o sexo dos pandas, indicando uma complexidade na interação entre a dieta e a biologia desses animais.

O estudo revelou que os miRNAs derivados de plantas podem regular vias metabólicas, como as relacionadas à dopamina, além de influenciar as vias de transdução do sinal do olfato e do paladar. Os pesquisadores concluem que esses miRNAs podem ser responsáveis pela transição dos pandas gigantes de uma dieta carnívora para uma dieta baseada em bambu, evidenciando a adaptação evolutiva desses animais.

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