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Microplásticos invadem alimentos e água; especialistas sugerem formas de evitá-los

- Estudo revela que o cérebro humano pode conter até uma colher de microplásticos. - Níveis de microplásticos são três a cinco vezes maiores em pacientes com demência. - Críticas à metodologia do estudo levantam dúvidas sobre a validade dos resultados. - Microplásticos estão presentes em alimentos, água e ar, aumentando a contaminação. - Sugestões práticas incluem evitar plásticos e reduzir alimentos ultraprocessados.

A hora do almoço na oficina é marcada por um ritual comum: aquecer a comida em um micro-ondas. No entanto, essa prática pode adicionar microplásticos à refeição, provenientes do próprio recipiente. Esses fragmentos de plástico estão presentes em alimentos, água e ar, com evidências crescentes de que podem se acumular em órgãos humanos, como pulmões […]

A hora do almoço na oficina é marcada por um ritual comum: aquecer a comida em um micro-ondas. No entanto, essa prática pode adicionar microplásticos à refeição, provenientes do próprio recipiente. Esses fragmentos de plástico estão presentes em alimentos, água e ar, com evidências crescentes de que podem se acumular em órgãos humanos, como pulmões e cérebro. Um estudo recente publicado na revista Nature Medicine revelou que o cérebro humano pode conter o equivalente a uma colher de sopa de microplásticos, com níveis significativamente mais altos em pessoas com demência.

A pesquisa gerou controvérsias, com críticas à metodologia e à qualidade das amostras. Roberto Rosal, professor de Engenharia Química, apontou que os resultados podem ser “errôneos e sesgados”, enquanto Carlos Edo alertou sobre a urgência em publicar dados alarmantes. Apesar das críticas, a preocupação com a crescente presença de microplásticos no meio ambiente é real, com estimativas de que entre 10 e 40 milhões de toneladas sejam liberadas anualmente, podendo dobrar até 2040.

Para reduzir a exposição a microplásticos, o comentário de Nicholas Fabiano sugere medidas práticas, como evitar o uso de garrafas plásticas e recipientes de polietileno para aquecer alimentos. A água da torneira, que passa por mais controles de qualidade, é uma alternativa viável. Além disso, recomenda-se evitar alimentos ultraprocessados e mariscos filtradores, que podem acumular microplásticos. Eva Jiménez Guri, bióloga, destaca que o aquecimento de plásticos pode liberar substâncias químicas prejudiciais.

Embora a pesquisa sobre os efeitos dos microplásticos no corpo humano ainda esteja em andamento, há indícios de que podem causar estresse oxidativo, inflamação e disfunção imunológica. Ethel Eljarrat, do Instituto de Diagnóstico Ambiental, enfatiza a importância de investigar não apenas os microplásticos, mas também os aditivos químicos que podem estar associados a eles. A complexidade dos efeitos dos microplásticos no organismo humano requer mais estudos para entender completamente suas implicações à saúde.

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