Uma mulher com autismo e dificuldade de aprendizagem, conhecida como Kasibba, foi mantida em um hospital psiquiátrico na Inglaterra por 45 anos, desde os sete anos de idade. Ela passou mais de duas décadas em segregação prolongada e não se expressa verbalmente. A psicóloga clínica Patsie Staite revelou que a luta para libertá-la durou nove […]
Uma mulher com autismo e dificuldade de aprendizagem, conhecida como Kasibba, foi mantida em um hospital psiquiátrico na Inglaterra por 45 anos, desde os sete anos de idade. Ela passou mais de duas décadas em segregação prolongada e não se expressa verbalmente. A psicóloga clínica Patsie Staite revelou que a luta para libertá-la durou nove anos. O Departamento de Saúde e Assistência Social da Inglaterra reconheceu que é inaceitável a permanência de tantas pessoas com deficiência em hospitais psiquiátricos, prometendo reformas na Lei de Saúde Mental para evitar internações inadequadas.
Atualmente, mais de 2 mil pessoas com autismo e dificuldades de aprendizagem permanecem em hospitais psiquiátricos na Inglaterra, incluindo cerca de 200 crianças. Após uma investigação da BBC em 2011 sobre abusos em um hospital, o governo se comprometeu a transferir esses indivíduos para cuidados comunitários. No entanto, as metas estabelecidas não foram alcançadas. O NHS England anunciou um plano para 2025-26, visando uma redução de 10% na dependência de internações, mas críticos consideram o objetivo tímido.
A equipe que trabalhou para libertar Kasibba, chamada de “comitê de fuga”, apresentou um relatório ao Camden Council, que concluiu que ela não era perigosa e poderia viver na comunidade. Após anos de esforços, a Corte de Proteção finalmente autorizou sua liberação. Atualmente, Kasibba vive com o apoio de profissionais que se comunicam com ela por meio de gestos e toques, e sua cuidadora destaca seu amor pela moda e seu senso de humor.
O Projeto de Lei de Saúde Mental em tramitação no Parlamento britânico visa impedir a internação de pessoas autistas e com dificuldades de aprendizagem sem condições de saúde mental. Contudo, o governo aguarda garantias de apoio comunitário antes de implementar mudanças. Jess McGregor, do Camden Council, lamentou que Kasibba tenha passado a maior parte da vida internada, enquanto o hospital envolvido defendeu a qualidade de seu atendimento e afirmou que trabalhou para apoiar a alta de residentes de longa data.
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