Um novo estudo revela que experiências negativas com psicodélicos podem estar associadas a um risco 2,6 vezes maior de morte em cinco anos. O autor principal, Dr. Daniel Myran, da Universidade de Ottawa, destaca que, embora a terapia assistida por psicodélicos tenha ganhado atenção positiva, é crucial considerar como indivíduos fora de ensaios clínicos reagem […]
Um novo estudo revela que experiências negativas com psicodélicos podem estar associadas a um risco 2,6 vezes maior de morte em cinco anos. O autor principal, Dr. Daniel Myran, da Universidade de Ottawa, destaca que, embora a terapia assistida por psicodélicos tenha ganhado atenção positiva, é crucial considerar como indivíduos fora de ensaios clínicos reagem a essas substâncias. A pesquisa analisou casos de pessoas que necessitaram de atendimento de emergência devido a reações adversas severas a alucinógenos.
O estudo, publicado no Canadian Medical Association Journal, identificou que o suicídio é a principal causa de morte precoce entre esses indivíduos, seguido por envenenamento acidental e doenças respiratórias. Dr. Charles Raison, professor da Universidade de Wisconsin, observa que algumas pessoas relatam experiências tão angustiantes que afetam sua capacidade de funcionar, podendo levar a transtornos como o estresse pós-traumático. No entanto, ele ressalta que o estudo não pode afirmar com certeza que as experiências ruins são a causa do aumento da mortalidade.
A pesquisa também revelou que cerca de 97% dos usuários de alucinógenos não buscam atendimento médico. Aqueles que o fazem frequentemente enfrentam psicose ou crises de saúde mental. O uso de psicodélicos, como psilocibina e LSD, tem crescido, com 12% dos adultos americanos relatando uso em suas vidas. No Canadá, esse número é de quase 6%, com maior prevalência entre jovens de 20 a 24 anos.
Dr. Myran expressa preocupação com a interpretação das manchetes positivas sobre psicodélicos, alertando que a evidência sobre seus benefícios para a saúde mental ainda é limitada. Ele enfatiza que experiências adversas podem ocorrer e que a segurança dos ensaios clínicos, com doses controladas e suporte terapêutico, difere significativamente do uso recreativo fora desse contexto.
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