Problemas de sono são comuns entre pessoas mais velhas, que enfrentam mudanças em seus ciclos de descanso. A redução do sono profundo pode resultar em múltiplos despertares noturnos. Estudos indicam que a insônia na terceira idade está ligada a um aumento no risco de condições como hipertensão, ansiedade, depressão e doenças cardíacas. Além disso, a […]
Problemas de sono são comuns entre pessoas mais velhas, que enfrentam mudanças em seus ciclos de descanso. A redução do sono profundo pode resultar em múltiplos despertares noturnos. Estudos indicam que a insônia na terceira idade está ligada a um aumento no risco de condições como hipertensão, ansiedade, depressão e doenças cardíacas. Além disso, a falta de sono adequado prejudica o funcionamento cognitivo, podendo levar à deterioração mental e demência.
Uma pesquisa da Universidade Mahidol, em Bangkok, revelou que aproximadamente 20% dos idosos sofrem de insônia. A diminuição da qualidade do sono não só está relacionada a problemas de saúde, mas também impacta o desempenho no trabalho e aumenta o absenteísmo. Embora a atividade física seja reconhecida como benéfica para reduzir os sintomas de insônia, a eficácia de diferentes tipos de exercícios ainda é debatida.
Os pesquisadores revisaram ensaios clínicos até outubro de 2022, envolvendo 2.045 pessoas com 60 anos ou mais, que participaram de 24 estudos em diversas regiões. As atividades foram classificadas em categorias como aeróbicos, resistência, equilíbrio, flexibilidade e combinados. Os exercícios foram realizados em sessões de cerca de 50 minutos, entre duas e três vezes por semana, durante uma média de 14 semanas.
Os resultados mostraram que exercícios combinados melhoraram o Índice Global de Qualidade do Sono de Pittsburgh (GPSQI) em 2,35 pontos, enquanto atividades aeróbicas proporcionaram uma melhora de 4,35 pontos. A meta-análise indicou que o exercício de resistência foi o mais eficaz, com uma melhora de 5,75 pontos no GPSQI. Os pesquisadores afirmaram que “os exercícios, principalmente o de fortalecimento e aeróbico, são benéficos para melhorar a qualidade subjetiva do sono a um nível clinicamente significativo”.
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