Pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá analisaram dados de quase 430 mil pacientes e descobriram que aqueles que se submeteram a cirurgias na sexta-feira apresentaram um risco 5% maior de complicações, readmissão e morte em comparação aos operados na segunda-feira. Os resultados foram publicados na revista JAMA Network Open e visam aprofundar o entendimento do […]
Pesquisadores dos Estados Unidos e Canadá analisaram dados de quase 430 mil pacientes e descobriram que aqueles que se submeteram a cirurgias na sexta-feira apresentaram um risco 5% maior de complicações, readmissão e morte em comparação aos operados na segunda-feira. Os resultados foram publicados na revista JAMA Network Open e visam aprofundar o entendimento do chamado “efeito do fim de semana”, que sugere que pacientes operados nesse período enfrentam piores resultados devido à redução de cuidados pós-operatórios.
O estudo incluiu 199.744 pacientes que passaram por cirurgias na sexta-feira e 229.947 na segunda, abrangendo os 25 procedimentos cirúrgicos mais comuns na província de Ontário, entre janeiro de 2007 e dezembro de 2019. Os pesquisadores monitoraram os pacientes por até um ano, avaliando mortes, readmissões e complicações nos períodos de 30 dias, 90 dias e um ano após a cirurgia. Os dados revelaram um aumento de 9% no risco de mortalidade no primeiro mês, 10% após três meses e 12% após um ano para os operados na sexta-feira.
A pesquisadora Vatsala Mundra, do Hospital Metodista de Houston, sugere que a maior gravidade das cirurgias na sexta-feira pode estar relacionada à redução de profissionais de saúde durante o fim de semana. Ela destacou que a escassez de médicos e enfermeiros pode impactar a qualidade dos cuidados pós-operatórios. Os autores do estudo enfatizam a necessidade de reavaliar as práticas de agendamento cirúrgico e a alocação de recursos para melhorar os resultados dos pacientes.
Os pesquisadores propõem a otimização das vias de atendimento perioperatório como uma possível solução para mitigar os resultados adversos. Além disso, sugerem que políticas de saúde e abordagens em nível de sistema podem ser fundamentais para reduzir essas disparidades observadas nos cuidados cirúrgicos.
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