Um estudo recente publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revela que mulheres com estresse crônico apresentam um risco maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa analisou 426 indivíduos de 18 a 49 anos que tiveram um derrame isquêmico e os comparou com um grupo controle da mesma faixa etária […]
Um estudo recente publicado na revista Neurology, da Academia Americana de Neurologia, revela que mulheres com estresse crônico apresentam um risco maior de sofrer um acidente vascular cerebral (AVC). A pesquisa analisou 426 indivíduos de 18 a 49 anos que tiveram um derrame isquêmico e os comparou com um grupo controle da mesma faixa etária e sexo. O AVC isquêmico, que representa 85% dos casos de derrame, ocorre quando uma artéria cerebral é obstruída, resultando na morte de células cerebrais devido à falta de oxigênio.
Os participantes do estudo responderam a um questionário sobre seus níveis de estresse ao longo de um mês. Aqueles que sofreram um AVC apresentaram uma pontuação média de 13, indicando estresse moderado, enquanto o grupo controle teve uma média de 10. Quarenta e seis por cento dos que tiveram derrame relataram níveis moderados ou altos de estresse, em comparação com 33% do grupo sem AVC. Após ajustes para fatores como uso de álcool e pressão arterial, os pesquisadores descobriram que o estresse moderado estava associado a um aumento de 78% no risco de AVC em mulheres, enquanto o estresse alto aumentou o risco em 6%.
Os pesquisadores não encontraram uma relação semelhante entre estresse e AVC em homens. Nicolas Martinez-Majander, do Hospital Universitário de Helsinque, destacou a necessidade de mais estudos para entender por que o estresse afeta mais as mulheres. Ele também enfatizou a importância de investigar por que o risco de AVC é maior com estresse moderado do que com estresse alto. Embora os resultados sejam significativos, o estudo não estabelece uma relação causal entre estresse e AVC, mas sim uma associação.
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