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Taxa de homicídios de mulheres negras é 2,2 vezes maior que a de brancas, revela estudo

- Em 2023, 3.946 mulheres foram assassinadas no Brasil, metade com armas de fogo. - Mulheres negras foram as mais afetadas, com taxa de homicídio de 2,2 por 100 mil. - Agressões não letais aumentaram 23%, com 4.395 atendimentos por violência armada. - Nordeste lidera em feminicídios, com 63% dos casos envolvendo armas de fogo. - Carolina Ricardo destaca a urgência de políticas de controle de armas para mulheres.

Em 2023, o Brasil registrou 3.946 feminicídios, com metade das vítimas assassinadas por armas de fogo. A pesquisa do Instituto Sou da Paz revela que 72% das vítimas eram mulheres pretas e pardas, enquanto 26,6% eram brancas. As meninas negras representam 80% das mortes entre adolescentes. Além disso, 35% das vítimas de violência armada já […]

Em 2023, o Brasil registrou 3.946 feminicídios, com metade das vítimas assassinadas por armas de fogo. A pesquisa do Instituto Sou da Paz revela que 72% das vítimas eram mulheres pretas e pardas, enquanto 26,6% eram brancas. As meninas negras representam 80% das mortes entre adolescentes. Além disso, 35% das vítimas de violência armada já haviam denunciado agressões domésticas. A maioria dos agressores (76%) é do sexo masculino e 48% são adultos.

O estudo, que analisou dados de 2012 a 2023, aponta que 2017 foi o ano mais letal, com 4.981 casos. Embora tenha havido uma redução até 2022, os números aumentaram levemente de 3.844 para 3.946 entre 2022 e 2023. Roraima apresenta a maior taxa de homicídios femininos, enquanto São Paulo e o Distrito Federal têm as menores. A maioria dos assassinatos ocorreu na rua (40%), seguida por residências (28%).

A pesquisa destaca que 63% dos feminicídios no Nordeste envolvem armas de fogo, com o Sudeste apresentando um aumento de 10% nesse tipo de morte desde 2012. Carolina Ricardo, diretora do Sou da Paz, enfatiza a necessidade de articular políticas de controle de armas com a defesa dos direitos das mulheres, dada a alta letalidade e o risco de feminicídios. As mulheres de 20 a 39 anos representam 59% das vítimas, e 11% têm entre 15 e 19 anos.

Em 2023, 4.395 mulheres foram atendidas no sistema de saúde após agressões não letais por armas de fogo, um aumento de 23% em relação ao ano anterior. O estudo também revela que 28% dos homicídios ocorreram em casa, e 46% dos agressores eram próximos das vítimas. A violência armada, especialmente em contextos de desigualdade racial e de gênero, exige uma resposta urgente e integrada das autoridades em diversas áreas, como saúde e segurança pública.

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