Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gabor Maté alerta: a vida digital é um vício que agrava a dor existencial

- Gabor Maté define vício como busca de prazer temporário, com consequências negativas. - O autor destaca que a vida digital intensifica a vulnerabilidade aos vícios. - Maté enfatiza a importância de tratar traumas individuais, não apenas o vício. - Ele alerta que jovens são mais suscetíveis a dependências digitais e emocionais. - O tratamento deve ser livre de julgamentos, focando na cura emocional e não na culpa.

0:00
Carregando...
0:00

Gabor Maté, médico húngaro radicado no Canadá, define vício como um comportamento que proporciona prazer temporário, mas que gera consequências negativas para a saúde física e mental. Em seu livro Vício: O Reino dos Fantasmas Famintos, Maté analisa a crescente dependência de substâncias e comportamentos, como drogas, pornografia e redes sociais, a partir de sua […]

Gabor Maté, médico húngaro radicado no Canadá, define vício como um comportamento que proporciona prazer temporário, mas que gera consequências negativas para a saúde física e mental. Em seu livro Vício: O Reino dos Fantasmas Famintos, Maté analisa a crescente dependência de substâncias e comportamentos, como drogas, pornografia e redes sociais, a partir de sua experiência clínica e estudos científicos. Ele propõe que a verdadeira questão não é apenas o vício em si, mas a dor existencial que leva as pessoas a buscar essas fugas.

Maté acredita que a humanidade está mais exposta aos vícios atualmente, pois muitos buscam emoções e sensações de vida em meio a um vazio. Segundo ele, o vício surge como uma resposta a necessidades humanas não atendidas, e a primeira pergunta a ser feita deve ser sobre a origem dessa dor, analisando os traumas que as pessoas enfrentam. Ele destaca que a dependência das telas é um dos maiores perigos contemporâneos, afetando especialmente os jovens, que têm menos autocontrole e são mais vulneráveis a essas armadilhas digitais.

O tratamento para o vício deve ser individualizado, considerando as diferentes realidades de cada pessoa. Maté enfatiza que não se deve julgar ou culpar os viciados, pois a dependência não é uma escolha, mas uma resposta ao sofrimento emocional. Ele ressalta que o tratamento deve focar na cura dos traumas subjacentes, além de interromper comportamentos prejudiciais, independentemente da classe social do indivíduo.

Por fim, Maté alerta que a vida digital não apenas contribui para o vício, mas se tornou um vício em si, afetando o desenvolvimento das crianças e levando a um ciclo de dependência. A abordagem terapêutica deve, portanto, ser abrangente e sensível às experiências de vida de cada pessoa, visando um tratamento que vá além da simples abstinência.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais