Gabor Maté, médico húngaro radicado no Canadá, define vício como um comportamento que proporciona prazer temporário, mas que gera consequências negativas para a saúde física e mental. Em seu livro Vício: O Reino dos Fantasmas Famintos, Maté analisa a crescente dependência de substâncias e comportamentos, como drogas, pornografia e redes sociais, a partir de sua […]
Gabor Maté, médico húngaro radicado no Canadá, define vício como um comportamento que proporciona prazer temporário, mas que gera consequências negativas para a saúde física e mental. Em seu livro Vício: O Reino dos Fantasmas Famintos, Maté analisa a crescente dependência de substâncias e comportamentos, como drogas, pornografia e redes sociais, a partir de sua experiência clínica e estudos científicos. Ele propõe que a verdadeira questão não é apenas o vício em si, mas a dor existencial que leva as pessoas a buscar essas fugas.
Maté acredita que a humanidade está mais exposta aos vícios atualmente, pois muitos buscam emoções e sensações de vida em meio a um vazio. Segundo ele, o vício surge como uma resposta a necessidades humanas não atendidas, e a primeira pergunta a ser feita deve ser sobre a origem dessa dor, analisando os traumas que as pessoas enfrentam. Ele destaca que a dependência das telas é um dos maiores perigos contemporâneos, afetando especialmente os jovens, que têm menos autocontrole e são mais vulneráveis a essas armadilhas digitais.
O tratamento para o vício deve ser individualizado, considerando as diferentes realidades de cada pessoa. Maté enfatiza que não se deve julgar ou culpar os viciados, pois a dependência não é uma escolha, mas uma resposta ao sofrimento emocional. Ele ressalta que o tratamento deve focar na cura dos traumas subjacentes, além de interromper comportamentos prejudiciais, independentemente da classe social do indivíduo.
Por fim, Maté alerta que a vida digital não apenas contribui para o vício, mas se tornou um vício em si, afetando o desenvolvimento das crianças e levando a um ciclo de dependência. A abordagem terapêutica deve, portanto, ser abrangente e sensível às experiências de vida de cada pessoa, visando um tratamento que vá além da simples abstinência.
Entre na conversa da comunidade