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Nísia Trindade denuncia campanha misógina e defende respeito na política da Saúde

- Nísia Trindade se despediu como ministra da Saúde após dois anos de desafios. - Ela enfrentou uma "campanha sistemática" de desvalorização e misoginia. - O ministério estava "desmontado" após a gestão de Jair Bolsonaro (PL). - Nísia destacou a recuperação da cobertura vacinal após anos de negacionismo. - Sua trajetória inclui a liderança da Fiocruz e contribuições significativas na pandemia.

A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, se despediu do cargo nesta segunda-feira, 10, após a posse de Alexandre Padilha. Em seu discurso, Nísia denunciou uma “campanha sistemática” que buscou desvalorizar seu trabalho ao longo de dois anos, destacando que encontrou um ministério “desmontado e desacreditado” após a gestão de Jair Bolsonaro. Ela ressaltou a perda […]

A ex-ministra da Saúde, Nísia Trindade, se despediu do cargo nesta segunda-feira, 10, após a posse de Alexandre Padilha. Em seu discurso, Nísia denunciou uma “campanha sistemática” que buscou desvalorizar seu trabalho ao longo de dois anos, destacando que encontrou um ministério “desmontado e desacreditado” após a gestão de Jair Bolsonaro. Ela ressaltou a perda da autoridade do Sistema Único de Saúde (SUS) durante esse período.

Nísia afirmou que, desde o início de seu mandato, seu cargo era alvo de cobiça por lideranças do Centrão, que visavam o controle do orçamento da Saúde, que ultrapassa R$ 218 bilhões em 2024. A ex-ministra defendeu a necessidade de uma nova política baseada no respeito e no diálogo, especialmente em relação às mulheres, para promover melhorias na vida da população.

Ela também destacou a recuperação da cobertura vacinal no Brasil, que havia sido severamente afetada por anos de negacionismo. Nísia lembrou que, em 2021, o país ocupava o sétimo lugar na lista dos vinte países com mais crianças não vacinadas, mas conseguiu reverter essa situação.

Nísia Trindade, carioca e com uma sólida trajetória acadêmica, foi a primeira mulher a liderar a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), onde atuou de 2017 a 2023. Durante a pandemia, a Fiocruz se destacou na produção de vacinas e na elaboração de boletins epidemiológicos, além de ter sido fundamental na parceria com a AstraZeneca e a Universidade de Oxford para a produção de imunizantes no Brasil.

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