O tadalafila se destacou como o terceiro medicamento mais vendido no Brasil em 2024, com 31,4 milhões de caixas comercializadas. Originalmente indicado para tratar a disfunção erétil, o remédio ganhou popularidade entre jovens, sendo utilizado também para potencializar o desempenho em atividades físicas, especialmente na musculação. O efeito desejado é a vascularização, que promove um […]
O tadalafila se destacou como o terceiro medicamento mais vendido no Brasil em 2024, com 31,4 milhões de caixas comercializadas. Originalmente indicado para tratar a disfunção erétil, o remédio ganhou popularidade entre jovens, sendo utilizado também para potencializar o desempenho em atividades físicas, especialmente na musculação. O efeito desejado é a vascularização, que promove um aumento do fluxo sanguíneo nos músculos, favorecendo o ganho de massa muscular.
Entretanto, o uso indiscriminado do tadalafila pode acarretar sérios problemas de saúde. Sem supervisão médica, mesmo para fins sexuais, o medicamento pode levar à dependência, além de provocar efeitos colaterais como dor de cabeça, tontura, indisposição gástrica, náusea e fadiga. Em casos extremos, pode resultar em complicações cardiovasculares. José Ricardo Amadio, do Conselho Federal de Farmácia (CFF), alerta que “é um medicamento como qualquer outro, com seus benefícios e efeitos colaterais”, enfatizando a importância de orientação profissional.
O CFF também destaca que o uso do tadalafila sem prescrição médica pode levar a alterações na visão ou audição, embora esses efeitos sejam menos comuns. Os riscos aumentam para homens com problemas cardíacos ou que utilizam medicamentos à base de nitratos. A recomendação é que o uso do tadalafila ocorra exclusivamente com a devida prescrição médica, garantindo a segurança do paciente.
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