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Cientistas identificam 64 genes que influenciam a velocidade do envelhecimento cerebral

- Estudo recente identificou 64 genes que influenciam o envelhecimento cerebral. - Pesquisadores analisaram dados de 38.961 pessoas do UK Biobank. - Descoberta de 13 medicamentos com potencial para tratar genes relacionados. - Resultados podem levar a novos tratamentos para saúde cerebral prolongada. - Mais pesquisas são necessárias antes da aplicação clínica das descobertas.

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Cientistas identificaram 64 genes que influenciam a velocidade do envelhecimento cerebral, em um dos maiores estudos sobre fatores genéticos relacionados à saúde do cérebro. A pesquisa, publicada em 12 de março na revista *Science Advances*, também destacou 13 medicamentos que já foram explorados em ensaios clínicos por seus efeitos anti-envelhecimento e que podem ser utilizados […]

Cientistas identificaram 64 genes que influenciam a velocidade do envelhecimento cerebral, em um dos maiores estudos sobre fatores genéticos relacionados à saúde do cérebro. A pesquisa, publicada em 12 de março na revista *Science Advances*, também destacou 13 medicamentos que já foram explorados em ensaios clínicos por seus efeitos anti-envelhecimento e que podem ser utilizados para atuar sobre esses genes. Segundo Agustín Ibáñez, neurocientista do Trinity College Dublin, “os achados são significativos porque podem abrir caminho para novos tratamentos que mantenham o cérebro mais saudável por mais tempo”, embora ressalte que mais pesquisas são necessárias antes da aplicação prática.

Os pesquisadores analisaram imagens cerebrais de 38.961 pessoas do banco de dados UK Biobank, utilizando um modelo de aprendizado profundo para estimar a idade cerebral. A diferença entre a idade cerebral prevista e a idade cronológica de cada participante, chamada de brain age gap (BAG), foi utilizada como um marcador do envelhecimento cerebral. Em seguida, a equipe focou em 31.520 participantes saudáveis com dados genéticos disponíveis para identificar quais genes influenciam as diferenças no BAG.

Para determinar quais genes associados ao BAG poderiam ser alvos para novos medicamentos, os autores combinaram suas análises com dados de atividade de 2.682 genes em células sanguíneas e 2.915 genes em tecido cerebral. Isso resultou na identificação de 64 genes com ligações confirmadas ao BAG, alguns dos quais estão relacionados à coagulação sanguínea e morte celular. A equipe também descobriu 466 compostos que visam 29 desses genes, podendo ajudar a reverter o envelhecimento cerebral.

Dentre esses compostos, treze já atuam em alguns dos 64 genes ou seus produtos proteicos e foram testados ou estão sendo testados em ensaios clínicos anti-envelhecimento. Essa pesquisa representa um avanço importante na compreensão dos mecanismos genéticos que influenciam o envelhecimento do cérebro e abre novas possibilidades para intervenções terapêuticas.

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