José Manuel Ribera Casado, um renomado especialista em geriatria de 84 anos, destaca a importância de protestar contra o idadeismo, a discriminação que afeta os idosos. Com um currículo notável, incluindo ser o primeiro catedrático em geriatria na Espanha, ele apresenta seu novo livro, *A sua idade, o que querrá?*, onde reflete sobre os avanços […]
José Manuel Ribera Casado, um renomado especialista em geriatria de 84 anos, destaca a importância de protestar contra o idadeismo, a discriminação que afeta os idosos. Com um currículo notável, incluindo ser o primeiro catedrático em geriatria na Espanha, ele apresenta seu novo livro, *A sua idade, o que querrá?*, onde reflete sobre os avanços na geriatria e critica a visão condescendente que muitas vezes é direcionada aos mais velhos. Ribera enfatiza que é essencial que os idosos se manifestem e sejam ouvidos, além de cuidarem de sua saúde física.
O conceito de geriatria, segundo Ribera, não deve ser reduzido a uma “medicina dos velhos”. Ele explica que, desde sua origem em 1909, a geriatria evoluiu para considerar a heterogeneidade dos pacientes mais velhos, abordando não apenas suas condições médicas, mas também fatores sociais e de comunicação. Essa abordagem integral permite que os geriatras tratem os pacientes de forma mais eficaz, levando em conta suas circunstâncias pessoais.
Ribera também menciona a colaboração entre geriatras e traumatologistas, especialmente no tratamento de fraturas de quadril, que afetam predominantemente idosos. Ele observa que, embora os traumatologistas sejam competentes em suas funções, muitas vezes não consideram as condições pré-existentes dos pacientes, o que pode impactar negativamente o tratamento. Essa colaboração tem mostrado resultados positivos, como a redução do tempo de internação hospitalar.
Por fim, Ribera critica o uso de expressões que desmerecem a experiência dos mais velhos, como “coisas da idade”. Ele argumenta que essa visão é prejudicial e que a sociedade deve reconhecer a capacidade e a individualidade dos idosos. O autor conclui que é fundamental que os idosos se façam ouvir e que suas vozes sejam respeitadas, desafiando a ideia de que a idade deve ser um fator limitante em suas vidas.
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