O Ministério da Saúde, em colaboração com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), está implementando os Comitês de Equidade no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Essa iniciativa, inédita no país, visa criar uma rede nacional para combater a violência e o preconceito no ambiente de trabalho. Atualmente, existem comitês em sete estados: Alagoas, […]
O Ministério da Saúde, em colaboração com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC), está implementando os Comitês de Equidade no Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil. Essa iniciativa, inédita no país, visa criar uma rede nacional para combater a violência e o preconceito no ambiente de trabalho. Atualmente, existem comitês em sete estados: Alagoas, Bahia, Sergipe, Paraíba, Rondônia, Amazonas e Minas Gerais, com planos de expansão para todos os estados e o Distrito Federal, focando na educação permanente em saúde.
Os comitês são parte do Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça, Etnia e Valorização das Trabalhadoras no SUS e foram idealizados após oficinas de equidade e discussões na 17ª Conferência Nacional de Saúde. A coordenação do programa ressalta a importância de regionalizar as ações, envolvendo representantes de secretarias de saúde, universidades e movimentos sociais, para adaptar os projetos às realidades locais.
A gerente de Projetos do HAOC, Samara Kielmann, destaca que os comitês são fundamentais para enfrentar iniquidades e promover a equidade no SUS. A assessora técnica da SGTES, Amana Santana, enfatiza que os comitês devem se tornar uma política pública, considerando as diversidades e marcadores sociais. A formação de articuladoras territoriais também é parte do projeto, com foco em mulheres de diferentes identidades e raças, que ajudarão na instalação dos comitês.
A implementação do Programa Nacional de Equidade enfrenta desafios devido à diversidade territorial do Brasil. As articuladoras têm uma agenda até 2026 para promover a educação permanente sobre equidade no SUS. A enfermeira Jalcira Izidro, do estado de Sergipe, destaca a importância da diversidade nos coletivos do comitê para promover a equidade no trabalho. A nutricionista Luna Rezende, que atuará em Sergipe e São Paulo, reforça que a iniciativa busca melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores no SUS, focando na equidade na gestão do trabalho.
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