O aplicativo Maria da Penha Virtual, desenvolvido pela startup Direito Ágil, originada no polo de inovação da UFRJ, registrou um aumento significativo no número de pedidos de medidas protetivas em dois anos. Em 2023, o aplicativo recebia cerca de seis solicitações diárias, enquanto atualmente esse número ultrapassa onze por dia. A iniciativa visa combater a […]
O aplicativo Maria da Penha Virtual, desenvolvido pela startup Direito Ágil, originada no polo de inovação da UFRJ, registrou um aumento significativo no número de pedidos de medidas protetivas em dois anos. Em 2023, o aplicativo recebia cerca de seis solicitações diárias, enquanto atualmente esse número ultrapassa onze por dia. A iniciativa visa combater a subnotificação de casos de violência contra mulheres, que, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que quase 48% das vítimas não denunciam os abusos.
A plataforma conta com parcerias com os Tribunais de Justiça do Rio de Janeiro e da Paraíba, facilitando o acesso à Justiça por meio de pedidos de medidas protetivas online. Essa abordagem é crucial, considerando que muitos casos de violência permanecem ocultos, dificultando a intervenção das autoridades. A Direito Ágil busca, assim, tornar o processo mais ágil e acessível para as mulheres em situação de vulnerabilidade.
Além do Maria da Penha Virtual, a Direito Ágil também desenvolve a plataforma ElaProtegida, que utiliza inteligência e transformação digital para apoiar municípios no atendimento às mulheres. Essa iniciativa complementa os esforços para garantir que as vítimas tenham acesso a recursos e suporte necessários em momentos críticos.
A crescente adesão ao aplicativo reflete uma mudança positiva na busca por proteção e justiça, destacando a importância de ferramentas digitais na luta contra a violência de gênero. A ampliação do uso do Maria da Penha Virtual é um passo significativo para enfrentar a realidade alarmante da violência contra mulheres no Brasil.
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