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Influenciadores são presos por uso de substâncias proibidas em procedimentos estéticos

- Karine Gouveia e Paulo César Dias foram presos novamente em 12 de outubro de 2023. - Eles são acusados de usar substâncias proibidas em procedimentos estéticos de alto risco. - A defesa contesta a legalidade da prisão e nega as acusações de uso de óleo de silicone. - O casal já havia sido preso em dezembro de 2024 por práticas ilegais em sua clínica. - A investigação aponta danos a pacientes e falta de qualificação técnica dos envolvidos.

Os influenciadores e proprietários de clínica de estética, Karine Gouveia e Paulo César Dias, foram presos preventivamente em Goiânia por supostamente utilizarem substâncias proibidas, como óleo de silicone e PMMA, em procedimentos estéticos de alto risco. A prisão ocorreu na quarta-feira, 12 de março, cerca de um mês após a liberação do casal pelo Superior […]

Os influenciadores e proprietários de clínica de estética, Karine Gouveia e Paulo César Dias, foram presos preventivamente em Goiânia por supostamente utilizarem substâncias proibidas, como óleo de silicone e PMMA, em procedimentos estéticos de alto risco. A prisão ocorreu na quarta-feira, 12 de março, cerca de um mês após a liberação do casal pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). O delegado Daniel de Oliveira destacou a gravidade das acusações, que incluem formação de organização criminosa e lesões corporais gravíssimas.

A defesa de Karine Gouveia negou as acusações, afirmando que a influenciadora não utilizou o óleo de silicone e que a investigação ainda não foi concluída. O advogado Romero Ferraz argumentou que a acusação deve apresentar provas concretas. Já o advogado de Paulo, Tito Amaral, classificou a prisão como “absurda e desnecessária”, alegando que a Polícia Civil estaria criando narrativas falsas e induzindo o Judiciário ao erro.

Os procedimentos realizados pelo casal foram considerados inadequados e ilegais, com o uso de substâncias não autorizadas pela Anvisa. O dermatologista Bones Júnior alertou sobre os riscos do uso de óleo de silicone, que é reconhecido pelo corpo como um corpo estranho. A clínica, que possuía alvará apenas para procedimentos minimamente invasivos, foi alvo de mandados de prisão e busca e apreensão, resultando na apreensão de R$ 2,5 milhões e um helicóptero avaliado em R$ 8 milhões.

Após a decisão do STJ que liberou o casal, a ministra Daniela Teixeira considerou a manutenção da prisão desproporcional, ressaltando que outros investigados já haviam sido soltos. A defesa de Karine criticou a decisão, alegando que se baseou em narrativas falsas e que a investigação subverteu a ordem constitucional. O advogado de Paulo reafirmou a confiança na reversão da prisão, destacando abusos por parte da autoridade policial e a intenção de buscar providências junto aos órgãos competentes.

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