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Óculos de sol comuns podem não oferecer proteção adequada contra radiação UV

Óculos de sol tipo máscara oferecem proteção UV superior, mas normas brasileiras ainda não consideram a segurança das armações. É hora de revisão.

Os óculos de sol, especialmente os modelos do tipo máscara, são essenciais para a proteção ocular de atletas como jogadores de vôlei de praia e ciclistas. Esses óculos cobrem completamente os olhos, reduzindo a exposição à radiação ultravioleta (UV) difusa, que pode ser prejudicial à visão. A radiação UV, refletida por superfícies como areia e […]

Os óculos de sol, especialmente os modelos do tipo máscara, são essenciais para a proteção ocular de atletas como jogadores de vôlei de praia e ciclistas. Esses óculos cobrem completamente os olhos, reduzindo a exposição à radiação ultravioleta (UV) difusa, que pode ser prejudicial à visão. A radiação UV, refletida por superfícies como areia e água, pode entrar pelos lados dos óculos comuns, aumentando o risco de danos oculares. A física Liliane Ventura, da Universidade de São Paulo, destaca que a proteção não depende apenas das lentes, mas também do design das armações.

Em testes realizados com trinta e dois modelos de óculos, Ventura e sua equipe descobriram que a proteção contra raios UV varia significativamente. Os óculos do tipo máscara bloqueiam até 96% da radiação UV, enquanto modelos com lentes redondas, como as usadas por John Lennon, oferecem proteção de apenas 81%. As normas brasileiras e internacionais exigem proteção até 380 nanômetros (nm), mas estudos indicam que muitos óculos no mercado não atendem a essa necessidade, permitindo a entrada de níveis de radiação acima do recomendado pela Comissão Internacional de Proteção contra a Radiação Não Ionizante (ICNIRP).

A legislação brasileira sobre a proteção UV foi alterada em 2015, reduzindo o limite de 400 nm para 380 nm, o que, segundo Ventura, não é suficiente. Ela argumenta que as normas devem ser revisadas para incluir a proteção das armações, não apenas das lentes. A bióloga Patricia Rodel, da Câmara Nacional do Comércio, ressalta que outros países, como a Austrália, já adotaram limites mais rigorosos, refletindo a necessidade de uma atualização nas normas brasileiras.

Além disso, a qualidade dos óculos disponíveis no mercado é uma preocupação. Roberto Tenedini, do Sindicato do Comércio Varejista de Material Óptico, alerta sobre os riscos de adquirir produtos de baixa qualidade em estabelecimentos não licenciados. Em resposta, o sindicato lançou uma campanha para conscientizar a população sobre a importância de usar óculos de sol de qualidade e a necessidade de proteção solar diária, especialmente em dias ensolarados e na praia.

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