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Ozempic aumenta a capacidade de caminhada e a qualidade de vida em pacientes com diabetes tipo 2

Ozempic mostra resultados promissores em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica, melhorando caminhada e qualidade de vida.

O uso de Ozempic (semaglutida 1mg) por adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica demonstrou um aumento de 13% na distância máxima de caminhada e uma melhora na qualidade de vida, segundo um estudo apresentado na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology (ACC) em Chicago. A doença arterial periférica, uma condição […]

O uso de Ozempic (semaglutida 1mg) por adultos com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica demonstrou um aumento de 13% na distância máxima de caminhada e uma melhora na qualidade de vida, segundo um estudo apresentado na Sessão Científica Anual do American College of Cardiology (ACC) em Chicago. A doença arterial periférica, uma condição cardiovascular grave frequentemente subdiagnosticada, é um dos principais riscos associados ao diabetes tipo 2, resultando em limitações físicas significativas.

O estudo clínico de fase 3b incluiu 792 voluntários com diabetes tipo 2 e sintomas de dor nas pernas ao caminhar. O objetivo principal foi comparar a capacidade funcional dos pacientes tratados com semaglutida em relação ao grupo que recebeu placebo. Os resultados mostraram melhorias notáveis na distância que os pacientes conseguiram percorrer em uma esteira de carga constante.

O médico Marc P. Bonaca, diretor de Pesquisa Vascular da Escola de Medicina da Universidade do Colorado e investigador principal do estudo, destacou que as melhorias na distância de caminhada e na qualidade de vida são encorajadoras. Ele afirmou que isso representa um avanço significativo nas opções de tratamento para essa população de pacientes, que frequentemente enfrenta dificuldades em realizar atividades cotidianas simples.

Com base nos resultados, a Novo Nordisk já solicitou a extensão da bula do medicamento à Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e à FDA, a agência reguladora dos EUA. A expectativa é que a Anvisa também receba um pedido semelhante em breve, ampliando assim as opções de tratamento disponíveis para os pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica.

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