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23andMe busca comprador para seu vasto banco de dados genéticos; futuro da pesquisa em risco

23andMe, gigante da genômica, entra em falência e leiloará banco de dados genético de 15 milhões, levantando preocupações sobre privacidade.

A empresa de genômica 23andMe, conhecida por oferecer kits de teste de DNA, entrou com pedido de falência e busca autorização para leiloar seus ativos, incluindo um extenso banco de dados genético com informações de cerca de 15 milhões de pessoas. O leilão levanta preocupações sobre o uso futuro dos dados genéticos, especialmente entre pesquisadores […]

A empresa de genômica 23andMe, conhecida por oferecer kits de teste de DNA, entrou com pedido de falência e busca autorização para leiloar seus ativos, incluindo um extenso banco de dados genético com informações de cerca de 15 milhões de pessoas. O leilão levanta preocupações sobre o uso futuro dos dados genéticos, especialmente entre pesquisadores que dependem dessas informações para estudos científicos. Rachel Freathy, geneticista da Universidade de Exeter, expressou que a venda poderia prejudicar colaborações de pesquisa essenciais.

Fundada em 2006, a 23andMe permite que os clientes analisem seu DNA a partir de amostras de saliva, fornecendo informações sobre ancestralidade e riscos à saúde. Aproximadamente 80% dos usuários consentiram que seus dados fossem utilizados para pesquisas. No entanto, a empresa enfrentou dificuldades financeiras nos últimos anos, levando à decisão de venda. Após o anúncio, procuradores de vários estados dos EUA emitiram alertas para que os consumidores baixassem e excluíssem seus dados para proteger sua privacidade.

A mudança de propriedade pode abrir portas para que seguradoras ou agências de segurança pública acessem os dados, o que atualmente não é permitido pela política de privacidade da 23andMe, exceto em casos de mandados judiciais. A empresa afirma que um novo proprietário deve respeitar a política de privacidade existente, mas essa política pode ser alterada, o que gera incertezas sobre o futuro uso dos dados. Amy Maguire, bioeticista da Baylor College of Medicine, sugere que os consumidores preocupados devem considerar excluir suas contas.

Embora uma nova administração possa otimizar o acesso aos dados para pesquisas, há receios de que a venda possa comprometer a privacidade dos usuários. A legislação federal dos EUA proíbe que seguradoras de saúde usem informações genéticas para determinar prêmios, mas isso não se aplica a seguradoras de vida em algumas regiões. O acesso por parte de agências de segurança poderia resultar em investigações de indivíduos cujos dados estão no banco, aumentando as preocupações sobre a segurança e a ética no uso de informações genéticas.

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