Cientistas da James Cook University estão desenvolvendo uma pesquisa inovadora que pode permitir que pessoas alérgicas a frutos do mar consumam camarões e lagostas sem riscos. Sob a liderança do Professor Andreas L. Lopata, a equipe investiga a enguia japonesa cultivada, conhecida como unagi, como uma alternativa mais segura. Eles cultivam células de enguia e […]
Cientistas da James Cook University estão desenvolvendo uma pesquisa inovadora que pode permitir que pessoas alérgicas a frutos do mar consumam camarões e lagostas sem riscos. Sob a liderança do Professor Andreas L. Lopata, a equipe investiga a enguia japonesa cultivada, conhecida como unagi, como uma alternativa mais segura. Eles cultivam células de enguia e analisam doze alérgenos de peixes reconhecidos pela Organização Mundial da Saúde.
O processo envolve a utilização de células-tronco do peixe, que são cultivadas até atingirem um tamanho comestível. Lopata destaca que, ao contrário do que se esperava, os riscos de alergia diminuíram significativamente, com uma redução de até mil vezes do alérgeno predominante, a parvalbumina, sem qualquer modificação genética. Os resultados surpreenderam a equipe, que encontrou níveis de alérgenos extremamente baixos nos peixes cultivados.
Além disso, a pesquisa inclui testes com crianças alérgicas a peixes ósseos para verificar a segurança da enguia cultivada. O professor mencionou que possuem um banco de dados com mais de cem crianças com alergias confirmadas e que demonstraram pouca ou nenhuma reatividade aos alérgenos conhecidos nos peixes cultivados em células.
A alergia a frutos do mar atinge cerca de 1% da população, sendo mais comum entre adolescentes e adultos, embora crianças também possam ser afetadas. A expectativa é que, em um futuro próximo, os resultados dessa pesquisa possibilitem que essas pessoas alérgicas desfrutem de frutos do mar sem preocupações.
Entre na conversa da comunidade